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domingo, 14 de julho de 2019

A Antologia como equipamento didático na formação e prática de professores: Exposição, defesa e perspectivas



RESUMO

No Brasil, pouca é a literatura crítica sobre o gênero antologia e também sobre seu oficiante, o antologista. A reflexão sobre o gênero decai em ainda maior lacuna quando pensado em correlação com a educação. O presente artigo objetiva: Refletir sobre o conceito de antologia e a figura do antologista; analisar a validade das antologias enquanto equipamento de ensino; fazer a defesa desta modalidade litero-editorial; apresentar perspectivas para sua melhoria enquanto produto editorial; e incentivar a que professores possam proceder à sua confecção e utilização nos processos didáticos nos ensinos fundamental e médio, em todas as disciplinas. O método de pesquisa foi fundamentado em revisão bibliográfica e estudos de caso. Como resultados do presente estudo, pudemos dimensionar a imensa lacuna bibliográfica referente ao tema, notadamente em sua imbricação pedagógica, lacuna que buscamos minorar. Confrontamo-nos ainda com as dificuldades de ordem legal e prática para a ampliação do uso da antologia no processo pedagógico por parte dos docentes, e pudemos tecer proposições críticas e práticas para facilitar e ferramentar professores para a utilização deste gênero. A partir dos resultados obtidos, concluímos pela necessidade de ampliação da reflexão acadêmica e pública sobre o tema da antologia, a ampliação de sua utilização em todo o maquinário escolar e mudanças na legislação do direito autoral que facilitem sua elaboração pelo docente, temas que trazemos à discussão pública. 

PALAVRAS-CHAVE: Antologia; Antologista; Formação de Professores; Teoria da Literatura; Didática

BAIXE O ARQUIVO PELO GOOGLE DRIVE, CLICANDO AQUI.

Sammis Reachers

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O Livro e o Prazer da Leitura em 400 Citações


O livro é a porta para o que é o homem, o que é humano. É o testemunho máximo de nossa história e evolução, raízes e anseios – e nosso alcance. Faltam-nos palavras para descrever o livro. Bem, este é justamente um dos motivos desse livro sobre o livro (e sobre a leitura): coligir reflexões as mais diversas sobre o nosso amigo de todas as horas, bem como sobre o prazer que a leitura proporciona, oriundas de autores, tempos e culturas os mais variados.
A reflexão sobre o livro e o incessante e multiforme incentivo à leitura precisam estar na base, no “chão” da cultura, para que o edifício se erga e sustenha. Afinal, o livro é o objeto cultural elementar.
Pais e educadores, leitores e escritores, livreiros, editores, políticos, jornalistas – profissionais e amantes do livro e qualquer um preocupado com os destinos da educação e do próprio país encontrarão aqui um ferramental de boa e urgente reflexão. “Munições” para lembrarmos, celebrarmos e promovermos a cada dia mais a Sua Excelência, o Livro.

Sammis Reachers

O livro encontra-se à venda apenas pela livraria AMAZON. Você pode adquirir o seu clicando AQUI.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Os melhores pensamentos sobre Educação em livro grátis



"Todo o propósito da Educação é transformar espelhos em janelas."
Sidney J. Harris

No e-book A Educação em 365 Frases, reunimos esta e (mais de) 365 outras frases sobre este tema capital para o homem, a Educação.
Indo dos primórdios gregos até grandes pensadores e educadores ainda em atividade, um verdadeiro tesouro de definições e reflexões se oferecem ao leitor, numa obra singular em nossa bibliografia, que visa graciosamente auxiliar a educadores de toda espécie, e ainda estudantes e todo aquele interessado no tema.

Para baixar o arquivo (pdf) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Unicamp lança portal com conteúdo utilizado em aulas


Página já possui mais de 1.300 itens de diversas áreas do conhecimento

Portal e-Unicamp, desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), oferece conteúdo das aulas e ferramenta de acompanhamento online das disciplinas
Portal e-Unicamp oferece conteúdo das aulas e ferramenta de acompanhamento online das disciplinas (Reprodução)
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou, nesta segunda-feira, o portal e-Unicamp, que reúne cerca de 300 animações, 1.000 imagens e 50 vídeos desenvolvidos a pedido de professores para utilização em sala de aula. O conteúdo, disponível gratuitamente na página virtual www.ggte.unicamp.br/e-unicamp/public/, está agrupado em quatro grandes áreas: exatas, tecnológicas e da terra; ciências humanas; artes; biológicas e profissões da saúde. 
Leia também:

De acordo com a gerente do projeto, Maria Larissa Sanchez, a ideia é compartilhar, por meio desses objetos, o conhecimento gerado na Unicamp. "Queremos também fomentar a página regularmente com novos materiais conforme eles forem aproveitados pelos professores", diz Sanchez. "Já temos cerca de 300 novos conteúdos para serem postados em breve, com a autorização dos professores."

Além disso, o portal e-Unicamp também dá acesso à ferramenta ToolDo - espécie de gerenciador de arquivos educacional utilizado por docentes para montar aulas online e disponibilizar apostilas interativas aos alunos.

domingo, 10 de março de 2013

Hacking Your Education: Livro ensina como abandonar a faculdade e aprender sozinho



Ir para a faculdade ainda é um plano quase unânime para jovens americanos, que se preocupam desde o início do ensino médio com suas notas – um dos critérios usados pelas instituições de ensino superior para selecionar estudantes – e em como vão pagar pelo curso mais tarde. Quase. Nos últimos anos, o aumento do desemprego e índices crescentes de graduados que passam dificuldades para honrar o crédito estudantil recebido antes da formatura fazem com que uma parcela deles questione a validade do curso superior. Para esses adolescentes, ou outros que ainda não pensaram nisso, um livro lançado este mês nos Estados Unidos – Hacking your Education (Hackear sua educação, em livre tradução) – incentiva a largar a faculdade e dá dicas de como aprender – e muito - fora das salas de aulas.

Divulgação
Dale Stephen largou a faculdade e fundou um movimento pelo auto-aprendizado nos EUA

O autor da obra, Dale Stephen, de 21 anos, desistiu dos estudos formais quando estava no segundo semestre e recomenda a experiência. Ele é líder do movimento sem fins lucrativosUncollege (sem faculdade), cujo site foi lançado em 2011 para difundir a ideia de que é possível ter sucesso sem colocar os pés em uma universidade.
À época, descontente com o ambiente e o conhecimento que estava adquirindo no curso superior, decidiu que iria se desenvolver sozinho e transformar isso numa causa para revolucionar a educação. Para botar o projeto em prática, contou com a ajuda de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) do Thiel Fellowship , um programa que escolhe 20 jovens com menos de 20 anos por ano para abandonar a faculdade e se dedicar a algum projeto fora dela.
Dois anos depois, Stephen já concedeu inúmeras entrevistas, escreveu artigos, deu palestras, promoveu seminários e agora lançou seu livro pela editora Penguin. Em todos esses meios, o conceito essencial repetido por ele é o mesmo, de que o investimento realizado para cursar uma graduação nem sempre traz o melhor retorno e aprender sozinho fica cada vez mais fácil, através das informações disponíveis na internet.
“As pessoas aprendem de formas diferentes, em velocidade e tempo diferentes. E hackear a educação permite que você aprenda o que, quando, como e onde quiser”, explica Stephen em seu blog. Segundo ele, não é preciso ser um gênio para se sair bem fora da escola, mas ter criatividade e confiança.

Divulgação
Livro ensina como a aprender sozinho

No site Uncollege há uma sessão com recursos de educação online, como o Coursera (de uma universidade tradicional) e outros independentes, como o creativeLIVE (de aulas ao vivo gratuitas com experts em vários temas), dicas de como planejar a educação informal, leituras sobre o tema e entrevistas com profissionais bem sucedidos que desistiram da faculdade. O livro apresenta o mesmo tipo de conteúdo, aprofunda as razões pelas quais Stephen acredita tanto no que chama de auto-aprendizagem e ensina como encontrar mentores, construir redes de contatos, onde achar conteúdos e como reuni-los de forma a desenvolver a própria educação. 


Curso

Além do livro, para quem quer seguir esse caminho, o defensor do ensino informal, também oferece um curso. O programa especial chamado Gap Year conduz 10 pessoas ao longo de um ano no processo de auto-aprendizado. No treinamento, os aprendizes recebem aulas para desenvolver um plano de aprendizado individual durante três meses em São Francisco, viajam para o exterior por mais três meses e entram em contato com pessoas e empresas inovadoras, desenvolvem um projeto pessoal nos três meses seguintes e terminam o programa trabalhando no que ele chama de "mundo real", durante mais três meses. Tudo isso, por US$ 12 mil (R$ 24 mil). Mas Stephen garante que dá para chegar ao mesmo objetivo por bem menos, apenas transformando a vida em educação e vice-versa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MEC planeja dar acesso ao livro digital a alunos da rede pública nos próximos anos


http://www.agrosoft.org.br


Em 2013, a estudante Beatriz Aguiar ingressou no 1º ano do ensino médio em uma escola particular de Brasília (DF). Além de todas as mudanças já esperadas para o período, mais uma: o material escolar agora não ocupa mais do que o espaço de um tablet na mochila. Por quatro parcelas de R$ 277 ela comprou as obras que serão usadas e atualizadas durante o período letivo. OMinistério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso a esse material aos alunos da rede pública.

Consta no edital para os livros a serem distribuídas em 2015 peloPrograma Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. 

"Além de termos acesso aos textos, temos outros recursos para ajudar no aprendizado, eu estou gostando muito", diz Beatriz. Ontem (27/02/13) foi o Dia Nacional do Livro Didático, e a Agência Brasilprocurou a opinião de especialistas sobre as tendências nessa área da educação.

Segundo a pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Priscilla Tavares, a digitalização do material didático apresenta pontos favoráveis como a aproximação dos alunos por meio de um material mais atrativo. "Avaliações do ensino reportam que os alunos não frequentam a biblioteca por falta de interesse pela leitura. Por outro lado, além de atrair, essas obras têm alcance restrito: o aluno, em casa, pode não ter computador ou internet". Dados do Ibope Mediamostram que no terceiro trimestre de 2012, 94,2 milhões de brasileiros, menos da metade (47,5%) tinham acesso à internet.

Priscilla afirma também que os meios digitais podem ajudar no desempenho dos estudantes ou atrapalhar. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência, que se reflete no desempenho dos estudantes. O mesmo estudo mostrou que os laboratórios podem ser mal utilizados, levando ao pior desempenho por "alocar equivocadamente" o tempo dos estudantes. "Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar", diz a pesquisadora.

Para melhorar o acesso, o Ministério da Educação já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final de 2013. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.

De acordo com o presidente Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), Sérgio Quadros, o setor busca o aperfeiçoamento na área para atender à demanda cada vez maior. Ele explica no entanto, que os preços não devem sofrer muitas alterações: "É possível que fique mais barato com a eliminação da cadeia de custo do papel. No entanto, surge outra cadeia, que envolve hospedar a obra em algum servidor para acessá-la pela internet entre outros. No fim, trocam-se alguns custos por outros".

O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamadoRecursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC

"O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor". O REA consta no Projeto de Lei 1.513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo.

FONTE

Mariana Tokarnia - Repórter

domingo, 26 de fevereiro de 2012

LIBERDADE PARA OS PÁSSAROS: 10 poemas contra o comércio e o encarceramento de pássaros, num e-book gratuito



Reunindo 10 poemas de Antonio Costta, com edição e arte de Sammis Reachers, este breve opúsculo é uma pequena iniciativa para, através da poesia, estimular a reflexão, denunciando e combatendo o encarceramento de aves e também seu comércio ilegal. 


O encarceramento de aves é um dos poucosabsurdos ainda de alguma maneira ‘aceitos’ por nossa sociedade. Culturalmente acostumados, ou melhor, anestesiados, muitos deixam de perceber que isto é algo terrivelmente cruel e sistematicamente desrespeitoso para com os direitos dos animais. É já a hora de proclamarmos um grande basta!

Aprisionar asas: poderia haver um crime maior?

Os poemas e as imagens, bem como esta seleta inteira, se com fins não-comerciais, podem ser livremente republicados e divulgados, sem a necessidade de prévia autorização dos autores.

Compartilhe, imprima, disponibilize a partir de seu blog ou site, presenteie crianças e adultos, utilize em sua escola, distribua para sua lista de e-mails...

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.
Para ler online no Scribd, CLIQUE AQUI.

Abaixo, dois poemas da obra:


PASSARINHO TRISTE

Pássaro triste, tardo no trinado,
Sequer sem repetir seu repertório,
Por que o teu silêncio de velório,
Nessa gaiola tua, em tom dourado?


Estarás triste ou hás de estar cansado
De tanto canto por ninguém ouvido?
Ou, por tentar o vôo, estás ferido
Das grades onde estás aprisionado?


Quem das aves calou a voz mais bela?
A saudade? Só pode ser por ela,
Que vem do ninho por detrás da serra...


Mas em teus olhos a esperança é certa:
Quando esquecerem a gaiola aberta,
Hás de voar de volta à tua terra!




O HOMEM E O PÁSSARO NA MESMA GAIOLA

Coitado do homem da grande cidade,
Trancado em casa, entre a grade e o portão;
Tal qual passarinho, sem liberdade,
Quase vivendo em igual condição!

Os dois na prisão, cantando saudade,
O homem trancado na sua mansão;
Um por causa da humana crueldade,
E o outro com medo do astuto ladrão!

Coitado do homem, não se dá por conta,
Que a liberdade ele mesmo afronta,
Ao manter o pássaro na prisão...

Na realidade ele está mais preso
Do que o passarinho que vive a esmo,
Sem nunca saber o motivo, a razão!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Novo ebook da Google para o setor da educação

Um mundo novo e aberto para aprendizado. Este é o slogan que leva o novo ebook lançado pela Google focado exclusivamente para a educação.
ebook está divido em três partes que traçam os objetivos e os projectos da Google para o setor e já em seus títulos indicam as motivações da empresa: Tornar a aprendizagem mágica para estudantes; Capacitação das comunidades inovadoras; Construção de uma base de tecnologia e de acesso. 
Para descarregar basta clicar aquiO ebook é gratuito e esta edição está disponível em inglês.

Leia mais: http://ebookportugal.net/2012/02/novo-ebook-da-google-para-o-setor-da-educacao/#ixzz1lGCGHFVw

domingo, 18 de dezembro de 2011

SESI oferece diversos cursos online gratuitos


O SESI, através de sua plataforma de Ensino a Distância, oferece diversos cursos online. Há cursos pagos, mas também são disponibilizados diversos curtos gratuitos, como Ergonomia, Novo Acordo Ortográfico, Segurança e Saúde para o Jovem Trabalhador, e muito mais.


Acesse: http://www.eadsesipr.org.br/category.php?id_category=10

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Portal Domínio Público disponibiliza Coleção Educadores


Volumes retratam a evolução do pensamento em 300 anos 
(Foto: Wanderley Pessoa)
http://ceelufpe.blogspot.com

Está disponível no portal Domínio Público do Ministério da Educação a Coleção Educadores, com 62 títulos. Concluídas em novembro de 2010 e distribuídas às escolas em janeiro de 2011, as obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes. No portalDomínio Público o acesso à coleção é livre.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores, que começou a ser distribuída este mês pelo MEC às escolas da educação básica do país. Integram a coleção 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Na coleção, professores e estudantes de pedagogia e de cursos de licenciatura encontram um ensaio sobre cada autor, a trajetória da produção intelectual na área, uma seleção de textos, que corresponde a 30% do livro, e cronologia. A última parte traz a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada livro tem, em média, 150 páginas. Preparada pelo MEC desde 2006, a coleção integra as iniciativas do governo federal de qualificar a formação inicial e continuada de professores da educação básica pública.

Para efetuar o download das obras clique aqui.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Material didático da Prefeitura de SP será baixado de graça


A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo colocou todo o material didático produzido pela pasta na internet, com a licença Creative Commons.
Isso significa que redes de ensino de outros Estados e municípios poderão utilizar o conteúdo desenvolvido pela secretaria, desde que para fins não comerciais.
O conteúdo pode ser usado inclusive para a produção de novo material, que deverá ser licenciado e disponibilizado da mesma forma.
De acordo com a secretaria, atualmente o material desenvolvido em São Paulo muitas vezes é solicitado por outros municípios para fins didáticos.
Entre os materiais disponíveis na internet estão orientações curriculares para educação infantil e ensino fundamental, orientações didáticas para a educação de jovens e adultos, o Programa Ler e Escrever e os manuais produzidos pelo departamento de Merenda Escolar.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Encontrando recursos abertos na internet


Image from (http://www.flickr.com/photos/alphasix/157515251/) - CC-BY license
Imagem original em: http://www.flickr.com/photos/alphasix/157515251/ (licença original CC-BY)
Encontrar Recursos Educacionais com licenças mais flexíveis ainda é uma tarefa complexa. A utilização das licenças Creative Commons (CC) facilita a busca desses recursos.  Lembrando: as licenças do CC tem 3 componentes: O primeiro é uma versão simples e direta que explica os termos da licença para o usuário final (o que você como usuário pode fazer, exemplo); o segundo é uma uma base legal, mais complexa e específica para os advogados (exemplo); a terceira é uma versão para ‘leitura do computador’, código que pode ser usado para identificar que tipo de uso o criador permite para o recurso.
Duas ferramentas fazem uso desse código feito para o computador para que possamos buscar por recursos abertos de maneira mais fácil:
Busca Creative Commons proporciona uma maneira de buscar textos, fotos e imagens dentro de outros bancos de dados (como Flicker para fotos, Blip para vídeos, entre outros). O Flicker é um ótimo site para buscar porque os termos de uso (normalemnte um tipo de licença CC) das fotos são facilmente localizadas no canto inferior direito das páginas. E como o Flicker é em sua grande parte um repositório de fotos criados por usuários, é mais provável que a pessoa que colocou a foto lá realmente seja o criador do recurso [http://search.creativecommons.org/]
Google em suas opções avançadas permite filtar por tipos de Direitos de usoFunciona para textos, imagens e afins [http://www.google.com.br/advanced_search?hl=pt-BR]
Vale lembrar que é sempre bom verificar a página original do documento e a licença específica do recurso. Em muitos casos (blogs pessoais, por exemplo) o dono do site faz uma cópia (upload) de uma imagem de outros site original. Uma imagem do site original, pode, naquele site  ter uma licença de uso restritiva (por exemplo, CC-BY-NC) mas se o blog em questão tem uma ou uma licença aberta (por exemplo, CC-BY) tem-se a ilusão de que o recurso original também é aberto.  É complicado assim, mas aos poucos, repositórios e sites estão tomando consciência da necessidade de clareza sobre permissões de uso no mundo digital.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O livro de papel já morreu?

Com a proliferação dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos 

por Gilberto Dimenstein

USANDO AS NOVAS ferramentas de comunicação, um grupo de professores da África do Sul está inovando o jeito como se produzem livros didáticos e acabaram se transformando numa experiência acompanhada por diversos centros de tecnologia do mundo.

Espalhados em diversas partes do país, eles escrevem coletivamente, numa página da internet, livros sobre todas as matérias ensinadas nas escolas. Mas cada professor adapta o conteúdo para sua realidade local, a começar do seu bairro. Um mesmo livro, portanto, pode ter centenas de diferentes versões.

Como nem todas as escolas têm acesso à internet (onde os conteúdos estão disponíveis gratuitamente), encontraram uma saída.

Sem cobrar direitos autorais, eles organizam o material e entregam textos para editoras tradicionais. O livro chega às escolas com um preço mais barato. "Em pouco tempo, o papel será dispensável", disse o físico Mark Horner, um dos coordenadores do projeto batizado de Siyavula.

Essa foi uma das experiências que chamaram a atenção num encontro na semana passada que reuniu, nos EUA, alguns especialistas em inovações tecnológicas e educação. Serve como mais uma provocação sobre o futuro da produção e distribuição do conhecimento no geral e dos livros e dos escritores em particular.

O fim do livro de papel é tido como uma questão de tempo. Isso significa que as livrarias vão desaparecer? Para quem, como eu, tem prazer de andar por livrarias e sentir o papel, essa é uma pergunta incômoda.
Andando aqui no metrô, vemos quanta gente aderiu ao livro eletrônico. Algumas escolas resolveram aposentar os livros didáticos de papel, usando até o argumento de que, assim, deixam as mochilas mais leves e preservam a saúde dos estudantes. Comemora-se até o fato de que, com os novos aparelhos, cresce a venda entre os mais jovens.

Com o aumento do consumo dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos.

Está acontecendo com os escritores o que, no passado, ocorreu com os músicos, quando surgiu o Napster. Depois de muita briga por causa da troca clandestina de arquivos, começaram a reinventar um novo modelo de negócios. Mas cada vez se ganha menos dinheiro vendendo CDs aliás, quase ninguém mais vende CDs. Assim como os mais jovens já não usam mais relógios de pulso. Nem e-mail. A onda de aplicativos está tornando até obsoleta a internet do www.

Os músicos podem compensar a queda da renda fazendo shows. O que os escritores deveriam fazer? Palestras remuneradas?

Podemos não gostar quando uma mudança tecnológica nos afeta, mas adoramos poder falar pelo Skype sem pagar a ligação telefônica.

Não é tão diferente assim dos desafios do jornal que se estruturam para cobrar os conteúdos digitais.
É um desafio que atinge as escolas. Os conteúdos das matérias já podem ser encontrados na internet, algumas vezes com recursos mais interessantes e provocativos do que os dados em sala de aula. O Media Lab, do MIT, desenvolveu uma plataforma (Scratch) em que as próprias crianças fazem seus jogos e trocam suas criações pelo mundo aliás, o MIT desenvolveu conteúdos gratuitos só para o ensino médio.

Como a transmissão do conhecimento não para de crescer, os modelos de negócio, depois do baque, vão se reinventando, gerando perdedores e ganhadores. Alguém poderia imaginar que jornais pagariam parte dos salários dos jornalistas com base no número de clicks em suas páginas ou matérias na internet?

Estudos têm mostrado que, depois da onda provocada pelo Napster, não diminuiu a produção musical pelo mundo e a produção de aplicativos foi estimulada.

Os desafios da sustentabilidade são enormes, mas as oportunidades são maiores ainda.

Um caso está correndo aqui em Harvard, onde ganha força um ambicioso projeto para criar a maior biblioteca digital do mundo, que é acessível a todos. A pretensão é nada menos do que selecionar todo o conhecimento já produzido pela humanidade. Uma das inspirações é a Europeana, na qual se encontra 15 milhões de versões digitais de livros e obras de arte.

Além de Harvard, estão aderindo ao projeto as maiores universidades americanas com seus monumentais acervos de livros, além da biblioteca do Congresso americano. Representantes da Apple, Microsoft e Google estão participando dos encontros.

Os livros de papel, os CDs e até as escolas tradicionais podem morrer. Mas o conhecimento está cada vez acessível.

PS- Coloquei na internet ( http://www.catracalivre.com.br/ ) mais detalhes dos projetos citados nesta coluna.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O parto do livro digital

"A canibalização do livro em papel dá calafrios nas editoras, embora as gravadoras tenham sido salvas pela venda digital"

Ilustração Atômica Studio
Claudio de Moura Castro - Veja

o há razão alguma para uma pessoa possuir um computador em sua casa." Isso foi dito, em 1977, por K. Olsen, fundador da Digital. De fato, os computadores eram apenas máquinas de fazer contas, pesadas e caras. Mas, com os avanços, passaram também a guardar palavras. Aparece então a era dos bancos de dados. Tal como a enciclopédia de Diderot – que se propunha a armazenar todos os conhecimentos da humanidade –, tudo iria para as suas memórias. Mas não deu certo, pois a ambição era incompatível com a tecnologia da época.
Os primeiros processadores de texto foram recebidos com nariz torcido pelos programadores. Um engenhoo nobre e poderoso, fingindo ser uma reles máquina de escrever? Não obstante, afora os usos comerciais e científicos, o PC virou máquina de guardar, arrumar e recuperar textos, pois lidamos mais com palavras do que com números. Como a tecnologia não parou de avançar, acelerou a migração de dados para as suas entranhas. Por que não os livros? O cerco foi se apertando, pois quase tudo já é digital.
Para os livreiros, cruz-credo!, uma assombração. Guardaram na gaveta os projetos de livros digitais. Mesmo perdendo rios de dinheiro em fotocópias não autorizadas, a retranca persistiu. Havia lógica. Quem tinha dinheiro para ter computador preferia comprar o livro. Quem não tinha dinheiro para livro tampouco o tinha para computador. Mas o mundoo parou. Hoje os computadores são mais baratos é há mais universitários de poucas rendas. O enredo se parece com o das gravadoras de música, invadidas pela pirataria, mas salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Nos livros, a pirataria também é fácil. Por 10 dólares se escaneia um livro na China, e é incontrolável a venda de cópias digitais piratas, já instalada confortavelmente na Rússia.
Nesse panorama lúgubre para os donos de editora, entram em cena dois gigantes com vasta experiência em vender pela internet. A Amazon lança o Kindle (que permite ler no claro, mas não no escuro), oferecendo por 10 dólares qualquer um dos seus 500 000 títulos digitais e mais 1,8 milhão de graça (de domínio público). Metade das suas vendas já é na versão digital. A Apple lançou o iPad (que faz mais gracinhas e permite ler no escuro, mas não no claro), vendendo 1 milhão de unidades no primeiro mês do lançamento. Outros leitores já estão no mercado. É questão de tempo para pipocarem nos camelôs as cópias chinesas. E, já sabemos, os modelos caboclos estão por aparecer. Quem já está usando – com o aval dos oftalmologistas – garante que não é sacrifício ler um livro nessas engenhocas. As tripas do Kindle engolem mais de 1 000, substituindo vários caixotes de livros.
Nesse cenário ainda indefinido, desponta uma circunstância imprevista. Com a crise, os estados americanos estão mal de finanças e a Califórnia quebrada, levando a tenebrosos cortes orçamentários. Para quem gasta 600 dólares anuais (por aluno) em livros didáticos, migrar para o livro digital é uma decisão fácil. Basta tomar os livros existentes e colocar na web. Custo zero? Quase. Um Kindle para cada aluno sai pela metade do custo. O governador da Califórnia é o exterminador do livro em papel. Texas, Flórida e Maine embarcam na mesma empreitada, economizando papel, permitindo atualizações frequentes e tornando o livro uma porta de entrada para todas as diabruras informáticas. E nós, cá embaixo nos trópicos? Na teoria, a solução pública é fácil, encaixa-se como uma luva nos livros didáticos, pode reduzir a cartelização e democratizar o acesso. Basta o governo comprar os direitos autorais e publicar o livro na web. Com os clássicos é ainda mais fácil, pois não há direitos autorais.
No setor privado, as perplexidades abundam. Alugar o livro, como já está sendo feito? Não deu certo vender caro a versão digital. Vender baratinho? A canibalização do livro em papel dá calafrios nas editoras, embora as gravadoras tenham sido salvas pela venda digital. Muda a lógica da distribuição. Tiragens ínfimas passam a ser viáveis. O contraponto é o temível risco de pirataria. Não há trava que não seja divertimento para um bom hacker. Na contramão desses temores, Paulo Coelho se deu bem, lançando seu último livro gratuitamente na internet, junto com o lançamento em papel. Cava-se um túmulo para as editoras e livrarias? Vão-se os anéis e ficam os dedos? Ou abre-se uma caixa de Pandora fascinante? Só uma coisa é certa: o consumidor ganha.
Veja - 15/05/2010