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sábado, 20 de setembro de 2025

Os Melhores Poemas de Jorge de Lima - E-book GRATUITO

 

Jorge de Lima (União dos Palmares–AL, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953), médico de formação, foi poeta, romancista, tradutor, crítico e pintor. Sua produção artística múltipla em temas, formas e interesses se inscreve na segunda geração do Modernismo brasileiro (1930 – 1945). 

De seus inícios sob influência parnasiana, o autor avançou pelo regionalismo de ar nordestino até o modernismo, cujo ápice podemos ver em Invenção de Orfeu, tido como a obra-prima do autor e como um dos poemas máximos de nossa língua.

Aqui reunimos aqueles que nos pareceram os melhores poemas cristãos dos livros de Jorge de Lima, tendo como eixos de eleição o vigor de sua mensagem, a potencialidade devocional, a beleza poética, a clareza, e certa ecumenicidade: poemas passíveis de apreciação por cristãos de qualquer corrente, do católico ao protestante, e mais, por todo aquele que se abriga sob as asas de nossa língua, da qual Jorge é um de nossos mestres.

A incontornável poética do menino de União dos Palmares, de simbolismo transcendente e fagulhas surrealistas, que faz dos problemas sociais matéria-prima enquanto celebra e destrincha o humano e o divino em linguagem densa, profética, avançando sempre em direção à iluminação, ao lúmen, é um maná para nossos tempos ressequidos, sedentos da restauração que só pode ser obtida nos braços de Jesus.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

C. S. Lewis, Tolstoi, Martin Luther King Jr. - e outros livros de citações para download

100 FRASES DE C. S. LEWIS - O escritor Clive Staples Lewis nasceu em 1898 em Belfast, na Irlanda do Norte (Reino Unido).  Multitarefas, Lewis foi professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico, após abandonar o ateísmo, influenciado por seu amigo, o igualmente famoso J. R. R. Tolkien (de O Senhor dos Anéis). Lewis é reconhecido e estimado em todo o mundo, seja por sua série ficcional As Crônicas de Nárnia, seja por seus escritos que reúnem com rara argúcia e beleza de estilo temas metafísicos, filosóficos e religiosos. Sua obra literária abarca 38 livros, dos quais diversos já foram traduzidos para a língua portuguesa.
Reunimos aqui uma seleção de frases para iluminar sua jornada, amigo(a) leitor(a). De educação à religião, de ética à literatura, de felicidade à dor, passando por temas os mais diversos, a sabedoria de um dos maiores autores do século XX aqui se faz presente, em pequenas doses, cápsulas para o seu dia-a-dia.
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100 FRASES DE LIEV TOLSTOI - O romancista russo Liev (também dito Lev, Leon, Leão) Tolstoi nasceu em 1828, na pequena vila de Yasnaya Polyana.
Para além de sua obra literária que se configura como uma das maiores já criadas, Tolstoi ganhou fama como pacifista e pensador. Suas ideias, que versam do anarquismo ao vegetarianismo, iam de encontro ao status quo vigente, mesmo entre instituições cristãs, algumas das quais ele denunciava como não vivendo o verdadeiro cristianismo, conforme pregado por Cristo no Sermão da Montanha (Mateus caps. 5 a 7).
Reunimos aqui trechos de reflexão que vão da educação à religião, de ética à literatura, de felicidade à dor, avançando por temas os mais diversos. A sabedoria de um dos maiores autores da humanidade aqui se faz presente, em pequenas doses, cápsulas para alimentar o seu dia a dia.
Tenha uma boa leitura!
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100 FRASES DE MARTIN LUTHER KING - Martin Luther King Jr. (1929 – 1968) foi um pastor protestante e ativista político norte americano. Sua cruzada em favor dos direitos civis dos negros e pobres fez dele uma das mais importantes vozes de protesto e luta por justiça do século XX.
Seus esforços não se limitaram ao combate às práticas de discriminação racial: King foi defensor dos direitos das mulheres, opositor da guerra do Vietnã e militou ainda por melhores salários e condições de trabalho para a população de baixa renda.
Graduado em sociologia e teologia, com doutorado nesta última, King sempre foi um hábil artesão da palavra, e seus discursos são ricas peças de exortação e motivação.
Sua grande força moral, que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz (1964), recebeu influência do princípio da não-violência de Mahatma Gandhi e principalmente dos ensinos de Jesus Cristo. Por sua vez, seu exemplo e suas palavras impactaram e continuam a influenciar pessoas em todos os cantos da Terra.
Confira, neste breve livro, um pouco da riqueza do pensamento de Martin Luther King Jr.  E, no texto ao fim deste volume, entenda a origem da irrefreável esperança e sede de justiça que tornaram King um gigante.
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100 FRASES DE BLAISE PASCAL - Matemático, físico, filósofo, teólogo: já desde a infância, o francês Blaise Pascal dava indícios de sua genialidade. E, nos apenas trinta e nove anos de vida, suas contribuições para a ciência e o pensamento universal foram fabulosas.
Nascido em Clermont-Ferrand, na França, em 1623, o precoce e constante esforço intelectual de Pascal contribuiu para a evolução do método científico, inaugurou novos campos de pesquisa na física e na matemática e levou até mesmo à construção da primeira máquina calculadora, chamada de Pascalina.
Aos trinta e um anos, Pascal passa por uma experiência espiritual de grande impacto em sua vida e obra, passando a dedicar-se com mais afinco à reflexão filosófica e teológica, sem descuidar de seus trabalhos científicos.
Neste breve livro, reunimos um pouco da sabedoria e perspicácia, muitas vezes desconcertantes, deste que foi um dos maiores intelectuais com que a humanidade já se viu agraciada. 
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100 FRASES DE G. K. CHESTERTON - O polivalente e desconcertante Gilbert Keith Chesterton foi muitos - escritor, poeta, crítico de arte, jornalista, teólogo... Nascido em 1874 em Londres e falecido em 1936, sua vasta obra (apenas os livros beiram os oitenta) abarca desde os clássicos de seu pensamento crítico e apologético como Ortodoxia e O Homem Eterno até ficções como O Homem que Foi Quinta Feira, além dos muitos livros de seu renomado detetive, Padre Brown. Sua obra teve considerável influência sobre nomes que vão desde C. S. Lewis até Jorge Luís Borges.
Grande polemista e observador arguto da alma humana, Chesterton construiu sua obra celebrando a vida e o mistério do Universo, demolindo argumentos relativistas e opositores de ocasião. Seu raciocínio por vezes (e este é um de seus encantos) trilha caminhos inesperados. É preciso estar atento: A ironia e o paradoxo são as constantes em muito do pensamento do autor. 
Aqui, um pouco da verve, da luminosidade e da espirituosidade do gigante (1,93m) peso-pesado (130kg), que era chamado não sem razão de “o príncipe do paradoxo”.
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100 FRASES DE AGOSTINHO DE HIPONA (SANTO AGOSTINHO) - Nascido em Tagaste, no norte da África, em meados do século IV, Agostinho foi um dos mais importantes filósofos e teólogos ocidentais, sendo considerado mesmo o maior dentre aqueles eruditos chamados de “Pais da Igreja”. 
Sua obra antecipou temas da literatura, da ética e da psicologia que seriam debatidos e expandidos nos séculos seguintes. A beleza e a maestria de sua escrita, bem como a perspicácia de seu pensamento, fazem suas obras, como Confissões e A Cidade de Deus, serem tidas e celebradas como obras-primas da literatura universal.
Neste breve livro, reunimos um pouco do tesouro sapiencial deste que foi o mais humano dos “santos”, e pensador basilar da cultura ocidental.
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Frases UP! 250 Frases para motivar e iluminar o seu dia - Este e-book reúne uma coleção de frases coligidas de épocas e autores os mais diversos, no objetivo de formar um breve compêndio de sabedoria para iluminar e motivar o seu dia a dia e a sua vida.
Mas o que é, em breves termos, “motivação”? Podemos entender motivação como o conjunto de forças internas que mobilizarão o indivíduo para atingir um dado objetivo como resposta a um estado de necessidade, carência ou desequilíbrio.
A palavra motivação vem do latim movere, que significa “mover”. A motivação é, então, aquilo que é susceptível de mover o indivíduo, de levá-lo a agir para atingir algo (o objetivo), e de lhe produzir um comportamento orientado.
Esperamos que você tenha uma boa leitura, e possa compartilhar esta pequena seleta e suas cápsulas de sabedoria com seus amigos! 
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PAZ em 200 Citações - Vivemos em tempos de crescente agitação. A informação, surgindo de todos os lados, ganha ares de avalanche. A violência, seja urbana ou rural, física, simbólica ou virtual, toma os espaços e espalha tristeza e medo, quando não terror.
Neste cenário de acelerada e intensificada agitação e violência, onde encontrar a paz? Sobre que bases e com que ferramentas construí-la?
Neste breve livro, reunimos algumas percepções e pensamentos sobre a Paz, oriundas de pensadores, estadistas, escritores os mais diversos no tempo e no espaço.
O texto que encerra essa seleta demonstra como a paz que almejamos está ao alcance daquele que a busca, e pode, uma vez conquistada, ser irradiada para os outros.
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As 100 Mais Belas Frases Sobre o PERDÃO - O Perdão é uma força muito poderosa. Se a guarda da mágoa contra alguém, ou a incapacidade de perdoar a si próprio, de acreditar que há perdão para seus atos e sua história, atormenta e adoece o corpo e a mente de uma pessoa, o perdão – dado, encontrado, aceito – traz cura e libertação, além de paz, renovação e energia para seguir em frente.
Gosto muito de uma pequenina ilustração sobre o perdão:
Havia um rei que vinha sofrendo muito com seus súditos rebeldes. Mas, um dia, cansados de seus crimes, eles depuseram suas armas, se jogaram aos pés do rei e imploraram misericórdia. Ele perdoou a todos. Então um de seus amigos lhe disse: "Rei, o senhor não disse que todo rebelde deveria morrer?"
"Sim", respondeu o rei, "mas não vejo rebeldes aqui".
Assim é o perdão: Não um simples ou parcial “esquecimento”, mas uma real mudança de atitude, seja da parte do perdoador, seja da parte do perdoado. Uma oportunidade de reinício, uma ação proativa.
Este pequeno livro reúne uma seleção de frases de autores os mais diversos, coligidas com o único propósito de lhe oferecer as mais ricas reflexões sobre o tema do Perdão.
Que a leitura deste livro lhe traga esclarecimento e ajuda.
Perdoe, perdoe-se, e seja perdoado!
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domingo, 14 de julho de 2019

A Antologia como equipamento didático na formação e prática de professores: Exposição, defesa e perspectivas



RESUMO

No Brasil, pouca é a literatura crítica sobre o gênero antologia e também sobre seu oficiante, o antologista. A reflexão sobre o gênero decai em ainda maior lacuna quando pensado em correlação com a educação. O presente artigo objetiva: Refletir sobre o conceito de antologia e a figura do antologista; analisar a validade das antologias enquanto equipamento de ensino; fazer a defesa desta modalidade litero-editorial; apresentar perspectivas para sua melhoria enquanto produto editorial; e incentivar a que professores possam proceder à sua confecção e utilização nos processos didáticos nos ensinos fundamental e médio, em todas as disciplinas. O método de pesquisa foi fundamentado em revisão bibliográfica e estudos de caso. Como resultados do presente estudo, pudemos dimensionar a imensa lacuna bibliográfica referente ao tema, notadamente em sua imbricação pedagógica, lacuna que buscamos minorar. Confrontamo-nos ainda com as dificuldades de ordem legal e prática para a ampliação do uso da antologia no processo pedagógico por parte dos docentes, e pudemos tecer proposições críticas e práticas para facilitar e ferramentar professores para a utilização deste gênero. A partir dos resultados obtidos, concluímos pela necessidade de ampliação da reflexão acadêmica e pública sobre o tema da antologia, a ampliação de sua utilização em todo o maquinário escolar e mudanças na legislação do direito autoral que facilitem sua elaboração pelo docente, temas que trazemos à discussão pública. 

PALAVRAS-CHAVE: Antologia; Antologista; Formação de Professores; Teoria da Literatura; Didática

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Sammis Reachers

sábado, 22 de junho de 2019

500 frases sobre a POESIA em livro gratuito - Baixe o seu

dicas para redacao ENEM 2019



   Além de poeta, esse mal menor, tenho há mais de uma década sido editor de poesia. Ao longo do tempo, vez por outra fui indagado por poetas, sejam iniciados, iniciantes e outros que sequer deram o primeiro verso, mas, temerosos, soltavam questionamentos em busca de rumos e indicações que lhes permitissem o ingresso nessa Pasárgada Total que é a Poesia:

O que é a poesia? O poema? E o poeta?

        Um dos motes para a realização desta antologia de citações é esse: Ofertar, num golpe único, algumas das melhores definições e reflexões sobre o que é a poesia e o poema, o poeta e o fazer poético. Assim poetas, o almirantado, mas também marujos vários: críticos, filósofos, santos e bunda-lêlês aqui estão vaticinando suas assertivas, algumas delas realmente extraordinárias, é preciso dizer. E ainda descemos aos últimos porões do léxico: São 17 os dicionários consultados pelo verbete poesia.
        Um livro de graça. O trigésimo? Após quase vinte antologias poéticas, uma (meta)antologia em prosa sobre a poesia em si, em dó, em lá de bem dalém do Bojador. Sim. Mais uma estrofe quixotesca de meu trabalho de pichador de muros e promotor literário, editor e antologista  de poesia primeiramente. Sei que essa faina frágil, robinhoodiana de piratear sintagmas no Mar dos Ingratos há de me render um dia não a forca mas homenagem  uma estátua, construto de fumaça, na mais imaginarinútil de todas as ilhas do Atol de Utopia. Que seja. Queimo minha nau pelo prazer da ardência e o torpor da fumaça: sou um multiplicador de embriagados. Apesar da ingratidão dos homens e das musas, tudo que sei é esse navegar. Nunca prestei pra mais nada na vida, e para essa ardência em águas me conservou o Deus.
        Bem-vindo a bordo da nau incendiada, marujo. Queime seus pés no tombadilho ardente, produza ar quente para insuflar o que restam das velas e o que você tenha de asas. E encontre, ao tombar o horizonte, aquilo que busca.

Sammis Reachers 

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sábado, 4 de outubro de 2014

Poemas Segunda Guerra Mundial livro baixe gratis


Sofro da estranha mania de organizar antologias.  Já são mais de dez. Some-se a essefuror antologista meu fascínio pela Segunda Guerra Mundial, fixação de infância, sendo mesmo anterior ao meu interesse pela literatura, e que ao longo dos anos nunca arrefeceu.
     Eis esboçado então o cenário para que eu volte à carga em minha maltrapilha sina de tapa-buracos das mal a(r)madas estantes de poesia: a esta altura do ano da graça de 2014, decorridos 69 anos do fim do maior conflito bélico e da maior exibição de atrocidades que a humanidade já vivenciou, não lhe parece, amigo leitor, de espantar que não exista uma antologia de poetas ou poemas da Segunda Guerra em nossa bibliografia lusófona, neste caso mais culposa e especificamente na brasileira (pois afinal Portugal manteve-se ‘neutro’ no conflito)? Tal lacuna sempre me pareceu digna de nota. Nos EUA tais antologias de guerra são comuns – você poderá contar com umas duas dezenas delas, de variados alcances e focalizações editoriais.
     Busquei coligir para esta seleta apenas poemas de autores contemporâneos ao conflito, e de países diretamente envolvidos na guerra. Sejam war poets “clássicos” (soldados-poetas que participaram em algum momento da guerra, engajados em exércitos regulares), sejam vítimas (população de países subjugados, judeus e minorias étnicas, críticos e inimigos ideológicos do regime), sejam partisans e combatentes das resistências que pululavam nas mais diversas frentes do conflito. E também o que se poderia chamar de poetas expectadores, que, embora nativos de países envolvidos na guerra, apenas a acompanharam pelos canais noticiosos, caso de alguns poetas dos EUA e de outros países americanos, como o chileno Pablo Neruda e brasileiros como Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e outros.
Esta é uma antologia breve – são apenas 134 páginas, mas que oferecem um significativo panorama de grande valor literário e histórico da riquíssima poesia produzida no período da SGM, ao abarcar em suas páginas grandes poetas de 17 diferentes nacionalidades.

Autores antologiados:
Bertolt Brecht (ALE) - Abgar Renault (BRA) - Carlos Drummond de Andrade (BRA) - Cecília Meireles (BRA) - Murilo Mendes (BRA) Vinícius de Moraes (BRA) - Pablo Neruda (CHI) -Ivan Goran Kovacic (CRO) - Vladimir Nazor (CRO) - Archibald MacLeish (EUA) Dudley Randall (EUA) John Ciardi (EUA) - Karl Shapiro (EUA) - Randall Jarell (EUA) - Stanley Kunitz (EUA) - T. S. Eliot (EUA/ING) - Louis Aragon (FRA) - Paul Eluárd (FRA) - Pierre Emmanuel (FRA) - René Char (FRA) - Giorgos Seferis (GRE) - Odisséas Elýtis (GRE) - Tasos Leivaditis (GRE) - Gerrit Kouwenaar (HOL) - Jan Campert (HOL) - Gyula Illyés (HUN) - István Vas (HUN)- János Pilinszky (HUN) - Miklós Radnóti (HUN) - Dylan Thomas (ING) - Edith Sitwell (ING) -Keith Douglas (ING) - W.H. Auden (ING/EUA) - Giuseppe Ungareti (ITA) - Primo Levi (ITA) - Salvatore Quasímodo (ITA) - Sadako Kurihara (JAP) - Tamiki Hara (JAP) - Hirsh Glick (LIT) - Czeslaw Milosz (POL) - Zbigniew Herbert (POL) Paul Celan (ROM) – Jaroslav Seifert (TCH) -Margarita Aliguer (URSS) - Marina Tzvietáieva (URSS) - Mikhaíl Dúdine (URSS) - Olga Fiódorovna Bierggólts (URSS) - Pável Antokólski (URSS) - Siemión Gudzenko (URSS)

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Buscando manter-me fiel ao meu princípio de produzir e disponibilizar bons livros, sempre gratuitamente, galgo mais um degrau em minha quixotesca empresa, mas ciente das dificuldades de divulgação que um trabalho de outsider assim encontra, principalmente através dos canais estabelecidos. Por isso, conto com cada um de vocês, leitores desta obra, para divulgá-la, republicá-la e passá-la adiante. A cultura é uma ação: precisa de agentes. Colabore!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Nove Penas para Sylvia Plath - Mini-ebook de poemas de J.T.Parreira



Nesta pequena coleção de poemas, escritos esparsamente e aqui ora reunidos, J.T.Parreira, o nobre poeta de Aveiro, autor de Este Rosto do Exílio e Encomenda para Stravinsky (dentre outros), traz para o seio de seu verso toda a sua admiração e também espanto em face da poesia, da vida, e mesmo da morte icônica daquela que eu chamaria de a singularidade Sylvia.
      Sylvia Plath (1932 - 1963), poeta e escritora norte-americana, consorte do igualmente poeta e laureado Ted Hughes (Inglaterra 1930 – 1998), foi um dos baluartes da poesia ianque do século XX. Como um Áquiles interior e reverso, Sylvia era uma estranha campeã da Poesia, cuja Tróia estava sita dentro, nas recâmaras de sua alma atormentada. Bela e talentosa, frágil e pulsante, pensar Sylvia é inescapavelmente pensar a Dor; e mais, esta é uma daquelas poetas onde é impossível dissociar-se sua obra de sua biografia. Combateu como pode e versejou como muito poucos, a depressão que desde sempre a assolou, e terminou por levá-la ao suicídio - como um Áquiles exaurido & findo após pavimentar a conquista de sua Tróia, de sua plena expressão poietica.
      Mas Sylvia permanece viva na Literatura e reverberante na vida daqueles a quem impactou, como o leitor verá nesta singela coletânea. É a Poesia que retroalimenta-se para viver.

Sammis Reachers

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Antologia Poética Águas Vivas 3 - O melhor da poesia evangélica contemporânea



O Projeto Águas Vivas teve início em 2009. Ele nasceu com a ideia de divulgar a boa produção de poetas evangélicos contemporâneos, do Brasil e de Portugal, estreitando os laços entre autores e leitores, através da democratização do conhecimento que o livro eletrônico e gratuito proporciona. E ainda incentivar a produção, a um tempo insuflando conteúdo e ampliando o espaço de publicação, tão escasso na seara literária evangélica, notadamente em sua vertente dedicada à ars poetica.

Uma das estratégias aqui adotadas é consorciar a participação de autores já de alguma maneira consagrados, ao lado de iniciantes que representam desde já boas promessas literárias. E mais que uma antologia de poesia evangélica, esta é uma antologia de poetas, pois, embora a poesia francamente cristã seja o carro chefe desta seleta, damos destaque também a textos de temática diversa, conforme a livre expressão dos autores.


No segundo volume, que veio a lume em 2011, estão antologiados os poetas: Antonio CosttaFlorbela Ribeiro,Fabiano MedeirosFlávio AméricoJorge PinheiroNorma Penido e Rui Miguel Duarte.

E agora, dando voz e continuidade à doce fruição de águas vivas que é a poesia, reunimos a literatura de oito autores: os brasileiros Francisco Carlos MachadoGeorge Gonsalves,Heloísa ZachelloJohn Lennon da SilvaJulia LemosSilvino Netto e Sol Andreazza, e o lusitano Manuel Adriano Rodrigues.

Que os versos de nossos irmãos, irmãos esses oriundos das mais diversas cores denominacionais do Protestantismo, e usuários de variados estilos de escrita, possam tocar as cordas do coração de cada leitor, entoando juntos a música (a um só tempo) devocional/sentimental/intelectual/estética, que, dentre todas as ditas Nove Artes, só a Poesia pode orquestrar.

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*Caso tenha dificuldades em fazer o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

**Você pode redistribuir (sempre gratuitamente) este e-book entre seus amigos e contatos, bem como reproduzir este post em seu site, blog ou outra mídia, sem necessidade de prévia autorização.

Sammis Reachers, organizador.

sábado, 24 de março de 2012

CONTÉM: ARMAS PESADAS - Ode à alteridade: ficção poética de Sammis Reachers para download



CONTÉM: ARMAS PESADAS
Ode à alteridade

Apresento a vocês meu mais novo livro, um deveras estranho livro de poesia.
Mas de que se trata, com título e subtítulo já tão (ou tão pouco) sutis? Esta é uma história de ação? Sim, um talvez épico sujo. Pois há muito de triller cinematográfico aqui, nesta ficção poética, belicosa história de amor, de perdições e redenções. O discurso poético praticado é experimental: fragmentário, interativo. É um livro para ser lido online, um exercício amplo de hipertexto ou hiperliteratura, um livro que entre as interatividades propostas chega a possuir capítulos secretos (como fases bônus num jogo de videogame). Mas quanto ao teor e o conteúdo total dos experimentalismos, você precisará ler o texto para descobrir. E há muito a ser descoberto.
Cada capítulo/poema é precedido por uma fotografia também de minha autoria, num planeamento gráfico objetivando simbioticamente se integrar e promover (antecipando/amplificando, e mesmo desconstruindo) os subclimas que irrompem aqui e ali no texto, com suas pitadas embaralhadas de noir, (pós?)romântico, romanesco, épico, etc.
O texto pode, pela rudeza e estranheza (a alteridade mesma) do discurso, espantar algum meu irmão na fé acostumado à poesia dita cristã, devocional, embora a mensagem de redenção (ou melhor, de redenções) seja o mote central do poema.
Antes de minha conversão, o experimentalismo era a principal linha poética que eu perseguia, quando editava o fanzine Cardio-Poesia, onde praticava experimentalismos tipográficos e artesanais, como rasuras, colagens, etc., no que muitas vezes era quase um ‘fanzine-objeto’.
Este texto é um (febril, escrito/fotografado/editado em dois meses) exercício, anos e anos depois, de retomar aquela velha veia experimental.

Leia, indique, compartilhe em seus círculos, redes sociais. E me diga o que achou, escreva para esclarecer alguma dúvida. Estou aqui.
O livro possui 43 páginas, em pdf.

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Leia online no Scribd AQUI.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Carlos Drummond de Andrade: Primeiras crônicas são recuperadas e disponibilizadas a partir desta semana na internet


RIO - Aos 15 anos, um jovem interno do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, publicou seu primeiro texto. "Vida nova" — que saiu no dia 14 de abril de 1918 no jornal "Aurora Collegial" — falava da expectativa da chegada à nova escola, "com a alma povoada de esperanças miríficas e sonhos maravilhosos". Sonhos esses que terminariam em 1919, quando Carlos Drummond de Andrade foi expulso por "insubordinação mental", após discutir com um professor.Foram apenas dois anos de Anchieta, período em que ele escreveu pelo menos dez crônicas. Graças ao esforço de Nelson Bohrer, presidente da Fundação D. João VI, de Friburgo, nove delas foram recuperadas, digitalizadas e estarão disponíveis a partir desta semana no portal www.djoaovi.com.br. Ele teve acesso a exemplares do jornal, feito pelos alunos do colégio entre 1905 e 1922. Vários volumes estavam embrulhados em papel de jornal. Alguns exemplares haviam se rasgado.
— Higienizei, consertei e devolvi tudo recuperado — diz ele, que prefere não revelar como conseguiu o material, guardado pela escola. — Só não foi possível encontrar a crônica "Extraordinária visita", publicada em 10 de junho de 1919. Ou o jornal veio para mim só com as páginas 1, 2, 5 e 6 ou no processo de digitalização foram puladas as páginas 3 e 4, onde estava a crônica.
"Extraordinária visita" descreve um sonho em que aparece o corvo de Edgar Alan Poe. Ele responde com a frase do poema — "Nevermore" — às perguntas do autor sobre seu sucesso nos exames.
Drummond não tinha muito apreço por seus primeiros textos.
— Ele nunca se interessou por eles. Considerava-os infantis demais — diz o poeta, crítico e tradutor Fernando Py, de 76 anos, autor da "Bibliografia comentada de Carlos Drummond de Andrade", que cataloga os textos de 1918 a 1934 e onde cada um saiu publicado.
Mas se estão longe de entrar numa antologia das melhores crônicas brasileiras, seu valor documental, histórico e biográfico é inegável. Ao fazer seu livro, Py listou os nomes das crônicas e as datas em que saíram no "Aurora Collegial".
— Drummond não queria que eu tomasse conhecimento delas. Dei como exemplo Machado de Assis, que teve toda sua bibliografia publicada em 1955. Ele me respondeu: "Eu não tenho a importância de Machado de Assis!" Mas tudo que se refere a ele é interessante.
Nas colaborações para o "Periódico Quinzenal da divisão dos Maiores", como o "Aurora Collegial" se autointitulava, ele assinava Carlos Drummond Andrade, sem o "de". No caso de "Uma noite na Senegambia", de 31 de julho de 1919, anotou CêdêÁ. Às vezes, aparecia "74", referência a seu número como aluno, e 2 ano Ginasial. Em "Uma data", de 17 de agosto de 1919, artigo comemorativo do número 200 do periódico, Drummond fala com simpatia do jornal: "Duzentas alvoradas tingiram de oiro e púrpura o céu friburguense, e duzentas vezes gemeram os prelos para que viessem à luz da publicidade duas centenas de números da ‘Aurora’."
Em nenhuma crônica há sinal de interferência ou de censura da direção do jornal. No entanto, em "Estréia literária", poema de "Fria Friburgo", de 1979, é denunciada a intromissão em pelo menos um de seus textos: "O padre-redator introduziu/ Certas mimosas flores estilísticas/ No meu jardim de verbos e adjetivos." Devia estar se referindo a "Maio", de 30 de abril de 1918, talvez a crônica mais derramada, em que há a mistura de clichês líricos com arroubos "poéticos" que certamente ele renegaria depois: "Há gemidos vagos em toda a natureza", "súbito, a grande voz dos sinos, na altura nevoenta dos campanários", "o bimbalhar sonoro dos sinos, a música álacre dos pássaros, a alegria triunfal do mundo", "a terra reverdece e se adorna de mimosas flores".
Em outro poema, a denúncia é de censura na correspondência: "Não te mando esta carta/ que um padre leria certamente./ E me põe de castigo uma semana/ (e nem tenho coragem de escrever)./ Esta carta é só pensada."
— Ele era censurado ideológica e estilisticamente — diz o professor emérito da Universidade do Porto, o português Arnaldo Saraiva, de 72 anos, sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras.
Fernando Py confirma que os textos eram "deturpados". Mais tarde, Drummond se queixaria de uma emenda: "Um padre introduziu criminosamente, em minha descrição da primavera, a expressão ‘tímidas cecéns’, que me indignou." A passagem pela escola foi citada na "Revista Acadêmica": "Perdi a fé. Perdi tempo. E sobretudo perdi a confiança na justiça dos que me julgavam. Mas ganhei vida e fiz alguns amigos inesquecíveis."
As primeiras crônicas de Drummond, publicadas no "Aurora Collegial", exibem sua erudição precoce, citando o crítico Sainte-Beuve, o filósofo Nietzsche, os sábios de Hélade e a Biblioteca de Alexandria. Mas, de modo geral, abordam temas frugais e variados, como a volta às aulas, a primavera e o mês de maio.
Em "História do pinto pelado", de 25 de maio de 1919, Drummond fala de um pintinho "desprezado dos irmãos e de todos, que vivia uma vida d’isolamento, lá no seu cantinho" e que se imagina pássaro, borboleta, flor ou raio de sol, até que volta à dura realidade, "à sua primitiva pequenez ignorada... Era de novo pinto sem penas".
"Calor, exames e o nariz de Cleópatra", de 30 de setembro de 1919, traz comentários sobre o tempo em Friburgo: "Isto de calor em pleno setembro é uma pilhéria de mau gosto, que nos faz perder o sono e comer consideravelmente menos." Ele também fala do nariz de Cleópatra: "Os apêndices nasais desta senhora desviaram o curso da história do mundo. Ah! Se Cleópatra não tivesse nariz!"
‘Profissão d’encher linguiça’
Em "Conversa fiada", a última delas, de 19 de outubro de 1919, Drummond inaugura, antes de Rubem Braga, a crônica sobre a falta de assunto, que é "cousa rara como carne de vaca na Rússia de hoje". Com autoironia, ele explica que se vê "constrangido a exercer a tristíssima profissão d’encher linguiça". E, como não pode apresentar um "suculento prato de árdua confecção", ele cita a conversa que teve com um vagalume — em "Primavera", de 18 de setembro de 1919, ele já havia falado com um lírio. Aqui, depois de dialogar com o pirilampo, o autor o despacha com humor, por estar com sono, "pois tive aula de latim hoje".
No texto "As prosas colegiais de Carlos Drummond de Andrade", o professor Arnaldo Saraiva diz que há um desnível artístico entre as duas primeiras crônicas, "Vida nova" e "Maio" — que "denunciam a inexperiência e a ingenuidade de um principiante" —, e as restantes, que trazem referências a Eça de Queiroz e são revolucionárias, no sentido de que "reagiam pela justeza, pela medida, pela elegância, pela descontração contra a solenidade, a pompa, o derrame sentimental, o foguetório verborraico dos prosadores da época".
Das dez crônicas, Fernando Py, autor da "Bibliografia comentada de Carlos Drummond de Andrade", diz que somente "Maio" foi republicada, no dia 2 de dezembro de 1979, no jornal "O Estado de S. Paulo". Saraiva incluiu nove delas — não conseguiu ter acesso a "Uma noite na Senegambia" — em sua tese "Carlos Drummond de Andrade: do berço ao livro — Subsídios para a história do modernismo no Brasil", apresentada em 1968 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mas o material teve circulação restrita.
— A tese não foi impressa porque Drummond não gostaria de ver esses textos juvenis publicados. Ele os desvalorizava — explica Saraiva.
Ele fez 20 exemplares, em edição mimeografada. Ficou com dois, entregou outros para a banca e para o arquivo da faculdade, enviou alguns a amigos e estudiosos e mandou cinco para o Brasil.
— Duas, eu sei que se conservam na biblioteca que era de Plínio Doyle e na de Gilberto Mendonça Teles.
Se nas crônicas não há referências à passagem pelo educandário dos jesuítas, nos 40 poemas de "Fria Friburgo" Drummond abre o verbo para se queixar. Ele relata o que chama de "dois anos jogados fora", traduzidos em trechos ora amargos, ora irônicos, ora sarcásticos. Do triste período escolar, ele teria guardado até o modo de andar com os braços colados às pernas e a cabeça baixa. Foram anos de inadequação e sofrimento. A certa altura, ele pergunta: "Quando termina, se é que termina, o meu exílio?".
Desde o começo, o aluno "74", apelidado de "O anarquista", manifesta seu desassossego. Em "Terceiro dia", já não suporta mais a saudade, o frio, o dormitório que lembra um hospital, o travesseiro que ele ensopou de "lágrimas ardentes", o banho de madrugada no chuveiro gelado. "Mamãe, quero voltar/ Imediatamente/ Diz a Papai que venha me buscar." A saída do colégio se deu de forma brusca, como lembra Saraiva:
— As notas eram lidas em voz alta. Drummond me contou que o professor de português, após a leitura, disse: "Essa nota foi dada por comiseração." Ele respondeu: "Eu não quero nota por comiseração, eu quero uma nota justa."
Segundo Pedro Drummond, neto do poeta, os jesuítas mandaram que se retratasse, senão seria expulso. Ele se retratou — e foi expulso. Drummond se sentiu traído.
— Meu avô disse que foi um ato tipicamente jesuíta. Nos anos 1980, no aniversário do colégio, ele foi convidado, mas recusou: "Não vou voltar a um lugar do qual fui expulso."
Helenio Campos da Silva, que passou 22 de seus 81 anos como professor de biologia do Anchieta, diz que "insubordinação mental" era um termo muito comum na época, referente a um tipo de indisciplina considerado grave. O episódio parece ter deixado marcas também na escola. No livro "Colégio Anchieta 1886/1986", lê-se: "Entre os alunos que se tornaram célebres não podemos omitir os nomes do Dr. Sobral Pinto, Almirante Amaral Peixoto, os senadores Mozar Lago e Artur Bernardes Filho, os Drs. Vilhena de Morais e Bandeira Vaughan, os Padres Gentil e Leonel Franca, Sabóia de Medeiros, Vioti e Aguiar, e tantos outros." Drummond entrou para a categoria "tantos outros".
Nelson Bohrer, presidente da Fundação D. João VI de Friburgo, teve acesso ao material quando começou a digitalizar todo o acervo do Arquivo Pró-Memória, que guarda quase meio século da história da cidade. Ele está digitalizando 1,5 milhão de itens, como os exemplares de mais de 40 jornais diferentes de Friburgo, entre eles o "Aurora Collegial".

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