quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O Livro e o Prazer da Leitura em 400 Citações


O livro é a porta para o que é o homem, o que é humano. É o testemunho máximo de nossa história e evolução, raízes e anseios – e nosso alcance. Faltam-nos palavras para descrever o livro. Bem, este é justamente um dos motivos desse livro sobre o livro (e sobre a leitura): coligir reflexões as mais diversas sobre o nosso amigo de todas as horas, bem como sobre o prazer que a leitura proporciona, oriundas de autores, tempos e culturas os mais variados.
A reflexão sobre o livro e o incessante e multiforme incentivo à leitura precisam estar na base, no “chão” da cultura, para que o edifício se erga e sustenha. Afinal, o livro é o objeto cultural elementar.
Pais e educadores, leitores e escritores, livreiros, editores, políticos, jornalistas – profissionais e amantes do livro e qualquer um preocupado com os destinos da educação e do próprio país encontrarão aqui um ferramental de boa e urgente reflexão. “Munições” para lembrarmos, celebrarmos e promovermos a cada dia mais a Sua Excelência, o Livro.

Sammis Reachers

O livro encontra-se à venda apenas pela livraria AMAZON. Você pode adquirir o seu clicando AQUI.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Os melhores pensamentos sobre Educação em livro grátis



"Todo o propósito da Educação é transformar espelhos em janelas."
Sidney J. Harris

No e-book A Educação em 365 Frases, reunimos esta e (mais de) 365 outras frases sobre este tema capital para o homem, a Educação.
Indo dos primórdios gregos até grandes pensadores e educadores ainda em atividade, um verdadeiro tesouro de definições e reflexões se oferecem ao leitor, numa obra singular em nossa bibliografia, que visa graciosamente auxiliar a educadores de toda espécie, e ainda estudantes e todo aquele interessado no tema.

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sábado, 17 de junho de 2017

Impresso Normal, modalidade dos Correios para o envio de livros, ficará mais caro


O envio de certos livros agora fica mais caro. Os Correios resolveram limitar a modalidade de envio "impresso normal", voltada justamente para o despacho mais barato de livros. Nessa modalidade, uma tabela permite variação de preço a cada faixa de peso, até um peso máximo, sem considerar a distância.
O limite antes era de 20 kg, e agora passa a ser de somente 2 kg. Em 2016, os Correios já haviam tentado limitar a modalidade de envio -à época, a ideia era diminuir o peso permitido de 20 kg para 500 g, mas a empresa acabou recuando.
A medida deve afetar o envio de livros técnicos, como obras de medicina e direito, que costumam ultrapassar o peso agora permitido. Os livreiros menores e sebos em locais longe do eixo Rio-São Paulo também devem sentir mais os efeitos da mudança.
Para ter uma ideia, 67% das compras feitas na Estante Virtual são feitas fora do Rio e de São Paulo.
"Há livreiros distantes que sobrevivem com as vendas on-line. Agora, com a alteração, fica difícil eles concorrerem com o grande e-commerce", diz Richard Svartman, CEO da Estante Virtual.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pesquisadores do MIT desenvolvem tecnologia que digitaliza livros fechados


Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores do MIT promete revolucionar a maneira de digitalizar documentos e livros para o formato digital. Publicado na revista Nature Communications, a tecnologia propõe que livros possam ser digitalizados sem precisar escanear página por página, bastando inserir qualquer livro fechado para que o processo seja feito. 
Caso a tecnologia seja aperfeiçoada, ela poderá agilizar o trabalho de bibliotecas, por exemplo. A maneira de conseguir uma versão digital de documentos e livros se tornará muito mais fácil e rápida. No vídeo abaixo você pode verificar com mais detalhes como a tecnologia desenvolvida no MIT funciona:

  

O processo utiliza radiação tetrahertz, que é absorvida pelo papel e tinta de uma maneira diferente. A câmera é tão precisamente ajustada que os pesquisadores conseguem detectar a diferença entre uma página e outra, apesar de haver apenas 20 micrômetros de ar entra cada uma. As páginas digitalizadas são lidas através de softwares ajustados para o processamento da imagem gerada. 

Ainda há um longo caminho a ser percorrido. Neste momento, a tecnologia permite a leitura de apenas nove páginas agrupadas. Mas, novas pesquisas poderiam maximizar este número, tornando os resultados surpreendentes, principalmente para arquivistas e bibliotecários. Com a nova tecnologia, será possível obter acesso a livros restritos e antigos através de uma cópia digital e também agilizar consideravelmente o tempo de digitalização de documentos. 

Via TNW, Nature Communications

sábado, 2 de julho de 2016

UE exige que todos os artigos científicos se tornem de acesso aberto até 2020

paywall
Recentemente discutimos aqui sobre a briga da Elsevier com o Sci-Hub, o repositório público que agrega e disponibiliza artigos científicos normalmente protegidos por paywall para quem quiser ler, sem a necessidade de carteirada ou de abrir a carteira. A questão principal é: a quem pertence o conhecimento, o pesquisador, à população ou ao periódico que cobra pelo acesso?
A União Europeia entendeu que ele deve ser colocado ao alcance de todos, sem exceção, e por conta disso bateu o martelo e determinou que TODAS as publicações científicas produzidas no bloco, sem exceções sejam colocadas em acesso aberto até 2020.
Como funciona hoje? O pesquisador se mata de trabalhar e estudar para produzir sua pesquisa, e trabalho realizado, é preciso publicá-lo. Entram aí os periódicos de grande nome como a Nature e a Science Magazine, que se não cobram diretamente do pesquisador submetem o artigo a critérios de avaliação malucos, que consideram inclusive o valor de buzz que a pesquisa poderá gerar, o que intensifica a procura, gera mais pageviews e consequentemente mais dinheiro para o periódico.
Caso seja aprovado o trabalho do cientista é indexado e publicado, só que fica protegido atrás de um paywall que cobra pelo acesso (algo que também não é muito simplificado para leigos em alguns casos). A Elsevier, o maior repositório do mundo é ainda mais inescrupulosa, pois cobra quantias do pesquisador que podem chegar a até US$ 1.000,00 para este ter seu trabalho indexado. Ou seja, ela lucra duas vezes.
Ah sim, desnecessário dizer que os periódicos não retornam um tostão ao pesquisador.
Aí você pergunta: por que o pesquisador se sujeita a isso? Por causa do Fator de Impacto: publicar numa Nature ou numa Science causa muito mais impacto na comunidade científica que na PLOS One, que embora libere o acesso também já publicou muito lixo, já que funciona no esquema “pagou, publicou”. Assim temos o bizarro cenário em que o conhecimento é eletivo, só ao alcance de quem pode pagar. Alternativas como o Sci-Hub, que tentam democratizar o acesso são muito bem-vindas mas este é um território nebuloso, já que estamos falando de uma prática ilegal.
E é por causa disso tudo que a União Europeia resolveu por um basta nessa farra. No último dia 27 o Conselho de Competitividade da UE determinou que todos os artigos acadêmicos produzidos por instituições públicas ou privadas do bloco econômico deverão ser disponibilizados em caráter de Acesso Aberto até o ano de 2020. A decisão ainda não tem força de lei mas isso é questão de tempo, 28 países assinaram a resolução (cuidado, PDF) e não tem volta, é aceitar de cabeça baixa ou sofrer as consequências.
Obviamente que os defensores do formato de paywall não estão nada contentes, e para a surpresa de ninguém a Elsevier está liderando o bloco dos reclamões, seguido de perto pelo conglomerado Springer-Nature (responsável pela Nature, obviamente). Ambos defendem o formato de seus negócios mas sinceramente, terão de aceitar resignados que vão perder rios de dinheiro na Europa.
Claro que é um pequeno passo para vermos o cenário ideal de conhecimento livre em todo o globo, mas é um começo. Eu defendo que o conhecimento científico deve sim ser colocado ao alcance de todos e não concordo com a cobrança dos periódicos, que gozam de renome para comercializar bens de coisa pública, que não pertencem a ninguém.
Fonte: Science.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ministério do Meio Ambiente lança 20 cursos em Educação Ambiental


Em comemoração ao Dia Nacional da Educação Ambiental, 3 de junho, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou 20 cursos de educação a distância. O objetivo é promover a reflexão e a ação da sociedade em torno das questões ambientais, contribuindo para a qualificação e fortalecimento da agenda socioambiental. A previsão é formar 20 mil pessoas até dezembro deste ano.
O Dia Nacional da Educação Ambiental foi criado pelo governo federal em 2012 para valorizar o trabalho do educador que atua nessa área e estimular discussões sobre sustentabilidade, meio ambiente, mudanças climáticas, desmatamento, entre outros temas.
Os cursos, que serão realizados por meio da plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), integram a estratégia de formação do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do ministério, ampliando o acesso dos diversos públicos interessados nos processos formativos desenvolvidos pelo MMA.
Público
A grade de cursos contempla vários públicos, tais como: consumidores; pais e mães; educadores; empreendedores; profissionais da área ambiental; jovens; servidores públicos; conselheiros municipais; estudantes; coordenadores das Salas Verdes (projeto do MMA), mulheres; representantes de organizações da sociedade civil; trabalhadores e gestores públicos.
Para a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, os cursos oferecidos visam mobilizar e formar pessoas e instituições para apoiarem na implementação das políticas públicas de meio ambiente, contribuindo na construção de sociedades sustentáveis. “A proposta é que consigamos sistematizar as demandas do MMA por ações de formação e capacitação e promovê-las de modo integrado e em consonância com o projeto político pedagógico do MMA, que foi fruto de um trabalho coletivo da Comissão Intersetorial de Educação Ambiental do MMA e vinculadas – CISEA.”
Os cursos abordam temas variados. Destaque para a nova edição de “Estruturação da Gestão Ambiental Municipal”, uma iniciativa do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC). O intuito é apoiar os municípios na estruturação institucional e o fortalecimento da gestão ambiental municipal, com a ótica da sustentabilidade socioambiental e territorial.
Inscrições
Durante a Semana do Meio Ambiente, comemorado pelo MMA comprogramação especial, estão abertas as inscrições para sete cursos:
– A3P: Sustentabilidade na Administração Pública;
– Crianças e o Consumo Sustentável;
– Estilos de vida sustentáveis;
– Produção e consumo sustentável;
– Guia para a Produção de Conteúdos EAD;
– Igualdade de Gênero e Desenvolvimento Sustentável;
– Estruturação da Gestão Ambiental Municipal.
Temas prioritários
Em abril deste ano, o MMA já havia lançado os cursos “Formação de agentes populares de educação ambiental na agricultura familiar” e “Apoio à implementação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar”, com um total de 2 mil vagas. Esses cursos estão em andamento e tem como objetivo colaborar com a formação de lideranças do campo e técnicos de instituições que atuam com educação ambiental e agricultura familiar, e apoiar a implementação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF).
Os demais cursos serão lançados no segundo semestre desse ano e serão realizados até dezembro. Confira aqui a grade completa aqui.
Conceito
A educação ambiental envolve processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Esse conceito consta na lei 9.795, de 1999, que define a Política Nacional de Educação Ambiental. Segundo a política, a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.
Neste sentido, o Ministério do Meio Ambiente trabalha com diretrizes e políticas públicas que promovem a educação ambiental no país. Desde a formação continuada de educadores e da sociedade em geral, seja por meio de cursos presenciais ou à distância, passando pelo incentivo da sustentabilidade na agricultura familiar, pela organização de mostras de vídeos socioambientais, pela promoção de espaços educadores, por cooperações internacionais e pela produção de material socioambiental orientador.
Assessoria de Comunicação Social do MMA
Alethea Muniz – Jornalista
Telefone: (61) 2028-1165

sábado, 9 de abril de 2016

Como os museus se abrem ao mundo pela internet



A era digital e a internet criaram uma plataforma global para a projeção dos nossos bens museológicos.

Luís Ramos Pinto | Publico

Em 2013, o New York Times perguntou a Taco Dibbits, diretor das coleções do Rijksmuseum (o museu mais visitado da Países Baixos), como é que ele se sentiria se uma imagem do Johannes Vermeer fosse impressa em papel higiénico: "Se quiserem colocar uma obra do Vermeer no seu papel higiénico, eu prefiro que a imagem seja de boa resolução", disse. Esta resposta é fruto de uma estratégia digital adotada pelo museu, da utilização de conteúdos de alta resolução e completamente livres para reutilização.

No caso do Rijksmuseum, tudo começou com o encerramento do museu para obras que duraram dez anos. Permitindo assim libertar os recursos humanos necessários para que uma grande digitalização de conteúdos fosse disponibilizada. Tendo um acervo de cerca de um milhão de peças, e espaço físico para exposição de apenas oito mil, a colocação das peças na Internet parece portanto, um passo natural para dar maior projeção às peças em acervo.

Um passo muito significativo foi dado quando em 2011 o museu decidiu que todas peças colocadas online estivessem devidamente assinaladas como estando no domínio público. Hoje em dia, já se encontram mais do que 247 mil peças no site do museu, e a ideia é de que sejam digitalizadas 40 mil peças por ano, para que a coleção possa estar disponível na íntegra. Para incentivar a reutilização das imagens, em 2013, o museu lançou uma ferramenta chamada "RijkStudio", permitindo, entre outras coisas, que os utilizadores criem exposições virtuais.

Esta estratégia tem provado ser benéfica em muitos aspetos. Primeiro, os conteúdos de alta resolução fazem com que haja menos cópias de baixa qualidade pouco fiéis na Internet. O facto de estarem no domínio público permite que as grandes plataformas, como a Wikipédia, as possam utilizar com facilidade e conscientes de que estão a operar dentro da legalidade dos direitos de propriedade intelectual. Adicionalmente, partindo do princípio de que, quantas mais vezes a peça for reutilizada, mais ligada vai estar com outros conteúdos, permitindo assim maior disseminação da mesma na Internet. E, acima de tudo, quanto mais a peça for utilizada, maior a projeção dada ao museu em termos de marketing.

O modelo de conteúdos de alta resolução de livre uso está agora a ser adotado por outros museus, como o Statens Museum Kunst na Dinamarca, que disponibilizou cerca de 160 peças em alta resolução. Em 2013, a administração dos museus estatais da Suécia (Livrustkammaren och Skoklosters slott med Stiftelsen Hallwylska museet) criou o Open Image Archive Project em que disponibilizou todos os seus conteúdos livres de restrições de propriedade intelectual, com enorme sucesso, especialmente relativamente ao uso dos mesmos na Wikipédia. Tal é a importância dos conteúdos abertos que a American Alliance Museums criou um prêmio na área da tecnologia chamado Open Culture award para os museus que melhor promovam os seus conteúdos abertamente.

Em Portugal, disponibilizaram-se, recentemente, nove peças emblemáticas em alta resolução na modalidade de domínio público através do portal de conteúdos patrimoniais financiado pela União Europeia — Europeana Collections. Este é um grande passo, pois disponibiliza obras de relevo como os Painéis de S. Vicente de Fora de Nuno Gonçalves e a Natureza Morta com Doces e Barros de Josefa de Óbidos, entre outras. No entanto, para assegurar a sustentabilidade e o acesso às mesmas, é importante que as peças se tornem também disponíveis no site dos museus, seus fiéis depositários.

A era digital e a Internet criaram uma plataforma global para a projeção dos nossos bens museológicos. Como tal, não podemos perder esta oportunidade e facilitar a acessibilidade do mundo aos seus conteúdos patrimoniais. Um pequeno grande passo seria obedecer à lei de propriedade intelectual. Segundo a lei portuguesa, a obra do artista entra no domínio público 70 anos depois da morte do autor. Porém, poucas peças de museu estão assinaladas como tal. Deve-se procurar incentivar um maior debate sobre a questão do domínio público no meio museológico, dado que na era de informação o reconhecimento do mesmo está a tornar-se cada vez mais uma boa prática museológica.