terça-feira, 4 de novembro de 2014

Aplicativo permite acesso de usuários a teses, livros e obras de referência científica

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desenvolveu um aplicativo para telefonia móvel, o Periódicos. O objetivo é permitir um acesso mais fácil e rápido a teses, livros e obras de pesquisadores de referência científica das mais de 400 instituições participantes do portal. O programa está disponível para os sistemas operacionais IOS e Android.




FONTE: TV NBR
Via Jornal Agrosoft

sábado, 4 de outubro de 2014

Poemas Segunda Guerra Mundial livro baixe gratis


Sofro da estranha mania de organizar antologias.  Já são mais de dez. Some-se a essefuror antologista meu fascínio pela Segunda Guerra Mundial, fixação de infância, sendo mesmo anterior ao meu interesse pela literatura, e que ao longo dos anos nunca arrefeceu.
     Eis esboçado então o cenário para que eu volte à carga em minha maltrapilha sina de tapa-buracos das mal a(r)madas estantes de poesia: a esta altura do ano da graça de 2014, decorridos 69 anos do fim do maior conflito bélico e da maior exibição de atrocidades que a humanidade já vivenciou, não lhe parece, amigo leitor, de espantar que não exista uma antologia de poetas ou poemas da Segunda Guerra em nossa bibliografia lusófona, neste caso mais culposa e especificamente na brasileira (pois afinal Portugal manteve-se ‘neutro’ no conflito)? Tal lacuna sempre me pareceu digna de nota. Nos EUA tais antologias de guerra são comuns – você poderá contar com umas duas dezenas delas, de variados alcances e focalizações editoriais.
     Busquei coligir para esta seleta apenas poemas de autores contemporâneos ao conflito, e de países diretamente envolvidos na guerra. Sejam war poets “clássicos” (soldados-poetas que participaram em algum momento da guerra, engajados em exércitos regulares), sejam vítimas (população de países subjugados, judeus e minorias étnicas, críticos e inimigos ideológicos do regime), sejam partisans e combatentes das resistências que pululavam nas mais diversas frentes do conflito. E também o que se poderia chamar de poetas expectadores, que, embora nativos de países envolvidos na guerra, apenas a acompanharam pelos canais noticiosos, caso de alguns poetas dos EUA e de outros países americanos, como o chileno Pablo Neruda e brasileiros como Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e outros.
Esta é uma antologia breve – são apenas 134 páginas, mas que oferecem um significativo panorama de grande valor literário e histórico da riquíssima poesia produzida no período da SGM, ao abarcar em suas páginas grandes poetas de 17 diferentes nacionalidades.

Autores antologiados:
Bertolt Brecht (ALE) - Abgar Renault (BRA) - Carlos Drummond de Andrade (BRA) - Cecília Meireles (BRA) - Murilo Mendes (BRA) Vinícius de Moraes (BRA) - Pablo Neruda (CHI) -Ivan Goran Kovacic (CRO) - Vladimir Nazor (CRO) - Archibald MacLeish (EUA) Dudley Randall (EUA) John Ciardi (EUA) - Karl Shapiro (EUA) - Randall Jarell (EUA) - Stanley Kunitz (EUA) - T. S. Eliot (EUA/ING) - Louis Aragon (FRA) - Paul Eluárd (FRA) - Pierre Emmanuel (FRA) - René Char (FRA) - Giorgos Seferis (GRE) - Odisséas Elýtis (GRE) - Tasos Leivaditis (GRE) - Gerrit Kouwenaar (HOL) - Jan Campert (HOL) - Gyula Illyés (HUN) - István Vas (HUN)- János Pilinszky (HUN) - Miklós Radnóti (HUN) - Dylan Thomas (ING) - Edith Sitwell (ING) -Keith Douglas (ING) - W.H. Auden (ING/EUA) - Giuseppe Ungareti (ITA) - Primo Levi (ITA) - Salvatore Quasímodo (ITA) - Sadako Kurihara (JAP) - Tamiki Hara (JAP) - Hirsh Glick (LIT) - Czeslaw Milosz (POL) - Zbigniew Herbert (POL) Paul Celan (ROM) – Jaroslav Seifert (TCH) -Margarita Aliguer (URSS) - Marina Tzvietáieva (URSS) - Mikhaíl Dúdine (URSS) - Olga Fiódorovna Bierggólts (URSS) - Pável Antokólski (URSS) - Siemión Gudzenko (URSS)

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Caso não consiga realizar o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br

Buscando manter-me fiel ao meu princípio de produzir e disponibilizar bons livros, sempre gratuitamente, galgo mais um degrau em minha quixotesca empresa, mas ciente das dificuldades de divulgação que um trabalho de outsider assim encontra, principalmente através dos canais estabelecidos. Por isso, conto com cada um de vocês, leitores desta obra, para divulgá-la, republicá-la e passá-la adiante. A cultura é uma ação: precisa de agentes. Colabore!

domingo, 17 de agosto de 2014

Assista de graça o documentário sobre o ativista Aaron Swartz

Lembra que no início de maio nós divulgamos em primeira mão o trailer legendado de “The internet's own boy”, o documentário sobre a vida do ativista Aaron Swartz? Pois é, agora o filme já saiu e está disponível para download!
E não podia ser diferente né? Swartz foi um dos ícones na luta pelo conhecimento livre e foi preso e processado por baixar artigos acadêmicos. Aos 26 anos o norte-americano se suicidou, após ser condenado a 35 anos de prisão e a uma multa de US$ 1 bilhão. Até hoje ele é lembrado por aqueles que lutam para difundir cultura e informação de forma livre e universal.
O filme de Brian Knappenberger retrata a vida e a luta de Swartz, que  foi um dos criadores do feed de notícias RSS (aos 13 anos), fundou o Reddit e participou do processo de criação do Creative Commons.
“The internet's own boy” foi viabilizado por meio de financiamento coletivo e lançado no último dia 27. Para assistir o filme completo acesse aqui o Internet Archive

domingo, 6 de abril de 2014

7 maneiras de aderir ao open source

Saiba o que é open source e conheça a sua importância
Crédito: Shutterstock.com
Existem alguns navegadores que apoiam a ideia do código aberto e utilizam o conceito nos seus produtos e serviços

open source, em português código livre, são os softwares de livre distribuição e que permitem total edição do código. Apesar de eles serem comuns na internet, muitos usuários não sabem como aderir aos softwares livres no seu dia-a-dia. A seguir, veja como:


Veja como é
possível levar o open source para as escolas

1 – Creative Commons
Quando você precisar realizar algum trabalho ou projeto que necessite de áudios, vídeos e fotos utilize oCreative Commons. Ele é uma iniciativa que visa expandir o acesso dos usuários comuns a diversas obras criativas. O Creative Commons foge do conceito de "direitos reservados" e se apoia nos ideais deconhecimento livre.

2 – Navegadores
Existem alguns navegadores que apoiam a ideia do código aberto e utilizam o conceito nos seus produtos e serviços. O Mozilla Firefox, por exemplo, permite que qualquer usuário crie extensões para melhorar a experiência de navegação na internet.

3 – Trocando e-mails
Thunderbird, também da empresa Mozilla, é um aplicativo para enviar e receber e-mails que participa da categoria open source.

4 – Participe de comunidades
Existem diversos fóruns e comunidades na internet para os usuários que aderem ao open source. Por meio do Open Source Way o usuário pode até descobrir como criar a sua própria comunidade de código livre.

5 – Faça você mesmo
O conceito de open source está estritamente ligado ao Do It Yourself (DIY) , ou seja, o faça você mesmo. Por isso, é importante participar ativamente da comunidade. É possível testar novos softwares criados por programadores independentes, descobrir erros, dar feedbacks e oferecer novas ideias. E talvez, se você entende de programação, por que não criar o seu próprio programa?

6 – Pesquise
O open source é um dos ramos cibernéticos com mais conteúdo disponível para estudar. Dessa forma, o usuário pode procurar por documentos, textos e artigos que possam ajudá-lo a entender mais sobre o conceito de código livre e ficar sempre atento às últimas tendências.

7 – Compartilhar
Compartilhar o conhecimento e propagar softwares livres é a essência do open source. Sem pessoas dividindo entre si o que sabem a comunidade do código livre não teria como existir. Por isso, caso realmente goste do conceito e do objetivo do open source, é importante que o usuário espalhe a ideia e distribua seu conhecimento.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Espionagem: como as agências de inteligência de EUA e Inglaterra coletam dados?



Documentos divulgados pelo ex-funcionário da inteligência americana Edward Snowden sugerem que o governo americano realizou operações de vigilância em massa em todo o mundo - incluindo em seus países aliados. As acusações fizeram com que o comitê de inteligência do Senado prometesse rever o modo como a maior organização de inteligência do país - a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) - realiza as operações.

Saiba o que se sabe até agora, de acordo com os documentos "vazados", dos principais métodos utilizados pela agência.

1. Acesso a informações de empresas de tecnologia

Em junho de 2013, os documentos divulgados pelo jornal Washington Post revelaram como a NSA têm acesso a diversas grandes empresas de tecnologia pela "porta dos fundos".


A agência tinha acesso aos servidores de nove empresas de internet, incluindo Facebook,GoogleMicrosoft e Yahoo, para monitorar comunicações online como parte de um programa de vigilância chamado Prism.

Os documentos afirmam que o projeto deu à NSA - e ao serviço de inteligência britânico GCHQ - acesso a e-mails, chats, informações armazenadas, chamadas de voz, transferências de arquivos e dados de redes sociais de milhares de pessoas.

No entanto, as empresas negaram que tivessem oferecido "acesso direto" a seus servidores para a agência.
Alguns especialistas também questionaram o poder real do Prism.


O professor de perícia digital Peter Sommer disse à BBC que o acesso pode ser mais semelhante a uma "portinha de cachorro" do que a uma "porta dos fundos" - de modo que as agências de inteligências pudessem acessar os servidores somente para coletar inteligência a respeito de um alvo específico.

2. Extração de dados de cabos de fibra óptica

Ainda no mês de junho, mais documentos do serviço de inteligência britânico publicados pelo jornal The Guardian revelaram que a Grã-Bretanha extraía dados de cabos de fibra óptica que transportam comunicações globais e compartilhava as informações com a NSA.

Os documentos diziam que o GCHQ tinha acesso a 200 cabos de fibra óptica, o que dava ao órgão a capacidade de monitorar até 600 milhões de comunicações todos os dias.


As informações sobre o uso de internet e telefone eram supostamente armazenadas por até 30 dias para que fossem filtradas e analisadas.

GCHQ se recusou a comentar as acusações, mas disse que sua obediência à lei era "escrupulosa".

Em outubro, o jornal italiano L'Espresso publicou acusações de que aGCHQ e a NSA alvejaram três cabos submarinos que terminavam na Itália, para interceptar dados comerciais e militares.

Os três cabos, na Sicília, se chamavam SeaMeWe3, SeaMeWe4 e Flag Europe-Asia.

3. Escuta em telefones

Em outubro, a mídia alemã afirmou que os Estados Unidosgrampearam o telefone da chanceler alemã Angela Merkel por mais de uma década - e que a vigilância só acabou há alguns meses.

A revista Der Spiegel, também citando documentos revelados por Edward Snowden, sugeriu que os Estados Unidos tinham acesso ao telefone de Merkel desde 2002.

Os documentos citados pela revista dizem que uma unidade de escuta ficava dentro da Embaixada americana em Berlim - e que operações semelhantes aconteciam em outras 80 cidades pelo mundo.

O jornalista investigativo Duncan Campbell explica em seu blog como áreas com janelas fechadas, visíveis do lado de fora dos prédios oficiais poderiam na verdade ter "janelas de rádio". Estas janelas externas - feitas de um material que não conduz eletricidade - permite que sinais de rádio passem e cheguem até os equipamentos de coleta e análise dentro dos edifícios.

Der Spiegel disse que a natureza do monitoramento do celular de Merkel não estava clara nos documentos divulgados.

No entanto, relatos posteriores afirmaram que dois dos telefones da chanceler haviam sido grampeados - um telefone não criptografado usado para ocasiões informais e um aparelho criptografado, usado para o trabalho.

E

De acordo com especialistas em segurança, os sistemas padrão de criptografia dos telefones celulares podem ser vulneráveis porque seus sistemas para "embaralhar os dados" são - em termos de software - separados dos programas utilizados para criar mensagens.

Por isso, é possível que uma operação de escuta se posicione entre o software que faz a mensagem e o sistema de criptografia em cada uma das pontas da conversa - e tenha acesso à informação antes que ela seja criptografada ou depois que é reordenada.

A criptografia de ponta a ponta, que agora é adotada por muitos, preenche esta lacuna ao fazer com que o programa de mensagens faça o "embaralhamento" diretamente. Além disso, muitos destes sistemas compartilham dados em redes fechadas, então muitas mensagens não passam pela internet e só são reordenadas quando chegam ao seu destinatário.

Além do telefone de Merkel, há acusações de que a NSA teria monitorado milhares de chamadas telefônicas de cidadãos alemães e franceses, além de e-mails e chamadas dos presidentes do México e do Brasil.

Reportagens do Guardian também afirmaram que a NSA monitorou os telefones de 35 líderes mundiais depois de ter recebido seus números de telefone de outro oficial do governo americano. Edward Snowden também foi a fonte dos documentos que revelaram estas informações.

4. Espionagem dirigida

Ainda em junho, a revista alemã Der Spiegel afirmou que a NSA teria espionado também os escritórios da União Europeia (UE) nos Estados Unidos e na Europa.


A revista disse ter visto documentos revelados por Snowden mostrando que o país teria acesso a redes de computadores internas da União Europeia em Washington e do escritório da ONU em Nova York.

Os documentos também sugeriam que a NSA realizou uma operação de escuta em um edifício em Bruxelas, onde funcionam as sedes do Conselho de Ministros da UE e o Conselho Europeu.

Pouco depois, em julho, o Guardian disse - citando como fonte outros documentos "vazados"- que um total de 38 embaixadas e missões foram "alvos" de operações de espionagem americanas.

Os países alvejados incluíam a França, a Itália e a Grécia, assim como outros aliados não-europeus dos Estados Unidos como Japão, Coreia do Sul e Índia.

Embaixadas e missões em Nova York e Washington também estariam sob vigilância.

Os documentos, segundo o jornal, detalharam "uma variedade extraordinária" de métodos de espionagem usados para interceptar mensagens. Elas incluíam grampos, antenas especializadas e escutas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Correios oferecerão e-mail criptografado gratuito à população

Os Correios vão disponibilizar um serviço de e-mail criptografado gratuito para a população brasileira.
O objetivo é evitar espionagem de conteúdo.
Segundo o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, a remuneração da empresa poderia ser feita por meio da venda de anúncios na página, assim como os atuais e-mails gratuitos como Gmail e Hotmail.
"É uma grande oportunidade de negócios do ponto de vista dos Correios. Os correios do mundo hoje não vivem só de cartas, têm que encontrar novas formas de se sustentar," disse Lins.
A ideia surgiu durante o desenvolvimento de um projeto de certificação digital de mensagens, que está sendo feito pelos Correios para oferecer a empresas e pessoas físicas, mediante pagamento.
Lins disse que, apesar de o sistema ter começado a ser estudado antes das denúncias de espionagem de mensagens de brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, as notícias recentes podem acelerar o projeto.
A expectativa é que o serviço de correio eletrônico gratuito criptografado esteja disponível para a população até o final deste ano
O sistema está sendo desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, defende que o sistema do Serpro é mais seguro por usar infraestrutura própria e software livre, além de ser um e-mail criptografado.
Segundo Mazoni, o Serpro vai fazer o trabalho técnico junto com os Correios.
Caberá ao Ministério das Comunicações fazer uma articulação para potencializar uma infraestrutura capaz de atender à população do país.
O e-mail será gratuito, e o projeto será custeado pelo governo. O sistema deverá ser nos mesmos moldes do serviço de e-mail expresso que já é oferecido pelo Serpro a seus clientes corporativos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Leia mais (de graça) e “dê ao mundo” o seu livro favorito

unglue-livros
Que tal se juntar a outros fãs de livros para comprar direitos autorais e tornar o acesso a eles grátis? Foi com essa ideia ousada que nasceu o Unglue.it, um serviço de crowdfunding para transformar títulos protegidos em ebooks creative commons.
Lançado em maio do ano passado, o site foi criado para ajudar leitores apaixonados a “descolar” (traduzindo o nome do site) os livros do controle das editoras para ter acesso a obras antigas, esgotadas ou que editoras não se interessem mais em publicar. Mas os autores não saem perdendo com isso! O pagamento aos criadores é feito por meio do financiamento coletivo – e as pessoas que quiserem participar podem doar qualquer quantia.
Se o valor estipulado pelo direito do livro for alcançado, a obra ganhará uma versão em ebook, sob uma licença creative commons. Isso significa que qualquer pessoa pode ler, baixar e compartilhar o ebook livre e legalmente. “Significa dar ao mundo o seu livro favorito”, acreditam os criadores do serviço. Inspirador, não?
O primeiro sucesso da plataforma foi disponibilizar, de graça e com novos recursos, a obra Literatura Oral na África, de Ruth H. Finnegan. Na ocasião, em agosto de 2012, a autora declarou estar maravilhada com a possibilidade de a pesquisa ser lida livremente no continente estudado. Outros livros também foram “descolados” pelo site, como:
O Terceiro Despertar, de Dennis Weiser;
Então Você Quer Ser Bibliotecário, de Lauren Pressley;
Alimentando a Cidade, de Sara Roncaglia, e
Open Access eBooks, de E.S. Hellman.

Entre os livros mais desejados pelos usuários do site estão O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking, e Revolução dos Bichos, de George Orwell. Quais são os seus livros favoritos que você gostaria que fossem “descolados”? Compartilhe com a gente nos comentários!
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