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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Partido Pirata do Brasil é criado oficialmente no Recife


Evento na capital pernambucana contou com a presença do idealizador do Partido Pirata no mundo, o sueco Rick Falkvinge. Foto: Facebook/Reprodução
Evento na capital pernambucana contou com a presença do idealizador do Partido Pirata no mundo, o sueco Rick Falkvinge
Foto: Facebook/Reprodução
http://noticias.terra.com.br

Um ato realizado na noite de sábado no Recife formalizou a criação do Partido Pirata do Brasil. De acordo com o movimento, mais de 100 pessoas de 15 Estados do País estiveram presentes. Os militantes assinaram o programa, o estatuto e elegeram a primeira direção nacional da nova sigla, o PPBr, que já existia no papel desde 2007. O partido para poder concorrer em eleições precisa ainda passar pelo aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O movimento político surgiu a partir da rede Internacional de Partidos Piratas, uma organização ligada a ativistas da tecnologia, e tem como bandeira, por exemplo, a inclusão digital, o uso de softwares livres e a construção de políticas públicas colaborativas. A reunião na capital pernambucana contou com a presença do idealizador do Partido Pirata no mundo, o sueco Rick Falkvinge. Ele veio ao Brasil para ajudar na criação da legenda e também participou de eventos como o Fórum Internacional do Software Livre, em Porto Alegre, e a Campus Party, no Recife.
"Eu passei os últimos dias viajando pelo Brasil, ministrando palestras e conhecendo os ativistas e fiquei com uma impressão muito positiva do movimento e da cultura", afirmou o líder dos piratas em seu site. Ele deixa o País neste domingo. "Minha impressão de que o Brasil tem a habilidade e a capacidade para dar um golpe nas economias dominantes atuais", diz o europeu.
Segundo o PPBr, o movimento já possui todos os documentos necessários para informar legalmente a sua criação ao TSE. O próximo passo é iniciar a coleta de 500 mil assinaturas. A primeira direção nacional eleita do Partido Pirata tem como secretário geral, Alexssandro Albuquerque "Bauer".
O estatuto aprovado no sábado já está no ar e define que o partido é uma "associação voluntária de cidadãos que se propõem a lutar pela proteção dos direitos humanos, por liberdade de expressão, pelo direito civil à privacidade das informações em todos os suportes e meios de transmissão e armazenamento, pela liberdade de aquisição e de compartilhamento de conhecimento e tecnologias, incluindo transformações políticas e sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais destinadas a garantir a propagação da informação de forma livre e sem impedimentos, com o objetivo de colaborar na construção e desenvolvimento de um Estado Democrático de Direito mais transparente e justo".

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Espanha abre primeiro Curso de Pirataria do mundo

piratariaGetty Images


O blog “Escola de Pirataria” anunciou que vai abrir o primeiro curso de pirataria nos dias 20 e 21 de julho em Madri. 


O “curso de pirataria” é o primeiro a dar uma introdução animada e acessível ao mundo filosófico, ético, legal, econômico e tecnológico da pirataria, segundo o site Mashable. 



O programa do curso conta com temas como, licenças do Creative Commons, software livre, a pirataria como movimento político e social, como compartilhar arquivos online, os modelos alternativos de distribuição de conteúdo cultural, entre outros itens. 



A Escola de Pirataria é um projeto aberto da Associação Cultural Tercera Ola e do Partido Pirata da Espanha.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Partido Pirata Sueco entra no Parlamento Europeu


Redação Portal IMPRENSA

Com o objetivo de modificar leis de direitos autorais no mundo que penalizam a pirataria e protegem conglomerados de comunicação, o Partido Pirata Sueco está perto de participar diretamente da política da Europa. 

Em junho próximo, Amelia Andersdotter, 23 anos, deve se transformar em deputada após angariar mais de 235 mil votos e levar uma das duas vagas suplementares da Suécia no Parlamento Europeu, informa a Folha.com.

Nascido em 2006 com a intenção de modificar a política de direitos autorais, o partido milita contra as leis de copyright e patentes, e se espalha pelo mundo com rapidez. Só na Suécia o partido possui mais de 40 mil filiados e, sua vertente jovem, a Ung Pirat, tem mais de 19 mil integrantes. 

O argumento do Partido Pirata conseguiu porta-vozes em 26 países, inclusive no Brasil. De acordo com a Folha.com, a divisão brasileira do partido nasceu m 2007 por iniciativa de Jhessica Reia, 22.

"Tem campanha do governo que liga pirataria ao crime organizado", reclama. O site do grupo oferece outra visão: "Crianças gostam de piratas, adultos os comparam a sanguinários. Mas pirata é livre", disse em entrevista. 

Para manter a militância do partido, a jovem vende camisetas e planeja o lançamento de um site para angariar fundos com mais rapidez. 

Os tipos mais comuns de direitos autorais podem ser divididos em três categorias: Copyleft; Copyright; e Creative Commons, segundo informa o site da instituição

O que são Copyright, Copyleft e Creative Commons?

Copyleft permite a cópia indiscriminada de todo o conteúdo de determinada fonte, sem a autorização da mesma e permite que o material seja modificado livremente. Utilizado geralmente por criadores de softwares, a licença Copyleft favorece o desenvolvimento livre de projetos, como em uma contribuição coletiva. 

Já o Copyright se divide em duas vertentes, sendo as obras de direitos morais - em que o autor recebe os créditos intelectuais pela obra, mas não necessariamente dinheiro por isso - e os direitos patrimoniais, o qual o dono da obra, que não precisa ser o autor, detém os direitos de comercialização. 

Existem ainda as obras resguardadas pela filosofia do Creative Commons. Dentre as vertentes da gama de seis tipos de licença, a mais conhecida é a quer permite a completa reprodução de determinada obra, como fotos, vídeos, livros, músicas etc, desde aquele que a reproduz ou divulga não cobre nada por isso, tampouco lucre, mesmo que de forma indireta.