quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quarta revolução industrial: A Era das Máquinas Livres

Para Joshua Pearce, o "faça você mesmo científico" está dando início a uma revolução: a era das máquinas livres, com software e hardware abertos. [Imagem: Sarah Bird/Michigan Tech]
"Faça você mesmo científico"
O movimento "Faça Você Mesmo" saltou das tarefas domésticas para os laboratórios de pesquisa.
E o salto foi impulsionado pelos mesmos motivos: economizar dinheiro e obterexatamente o resultado que você deseja.
Para Joshua Pearce, o "faça você mesmo científico" está dando início a uma revolução.
Três forças convergentes, todas de código aberto (open-source), estão por trás dessa revolução, explica o pesquisador em um artigo publicado no número mais recente da revista Science: software, impressoras 3D e microcontroladores.
Com essas ferramentas, pesquisadores de todo o mundo estão reduzindo o custo de fazer ciência, construindo seus equipamentos no próprio laboratório.
Arduíno
Tudo está sendo possível graças ao microcontrolador open-source Arduíno.
"A beleza desta ferramenta é que é muito fácil de usar," disse Pearce, que é professor da Universidade Tecnológica de Michigan. "Ela torna muito simples a tarefa de automatizar processos."
Veja como funciona.
O Arduíno - que é vendido por menos de R$100 no varejo - pode controlar qualquer instrumento científico, seja um contador Geiger, um osciloscópio ou um sequenciador de DNA.
Mas ele realmente brilha quando controla impressoras 3D, tais como a também de hardware aberto RepRap.
Esta engenhoca do tamanho de um forno de micro-ondas pode ser construída por menos de R$1.000, e pode construir suas próprias peças - uma vez que você tenha uma RepRap, você poderá construir tantas quantas queira. O laboratório de Pearce já tem cinco.
Impressoras 3D constroem objetos lançando camadas de plástico com espessura abaixo de um milímetro, umas sobre as outras, seguindo padrões específicos. Isso permite aos usuários construir equipamentos segundo suas próprias especificações, não ficando mais dependentes do que podem comprar no mercado.
O Arduíno controla o processo, dizendo à impressora 3D para fazer qualquer coisa, de um trem de brinquedo a um macaco de laboratório - não o animal, mas aquele equipamento de levantar coisas.
Faça parte da quarta revolução industrial: A Era das Máquinas Livres
A impressora 3D RepRap está sendo usada para construir equipamentos reais para uso nos laboratórios científicos. [Imagem: Pearce/Science]
Universo das Coisas
Macacos de laboratório levantam e abaixam equipamentos ópticos, mas não são radicalmente diferentes do macaco que você usa para trocar o pneu do carro.
O professor Pearce precisou de um em seu laboratório e, ao saber que o equipamento custaria milhares de dólares, resolveu projetar o seu próprio.
Usando uma RepRap, filamentos de plástico barato e algumas porcas e parafusos, Pearce e seus alunos construíram um por uma bagatela.
Então eles postaram o código OpenSCAD, que usaram para fazer seu macaco de laboratório, no Thingiverse, um repositório de projetos de código aberto, onde os membros da "comunidade de fazedores" podem enviar seus projetos para todos os tipos de objetos, e receber feedback.
"Imediatamente, alguém que eu nunca encontrei, disse: 'Isso não vai funcionar muito bem, você precisa fazer isso'," conta Pearce. "Nós fizemos uma mudança simples, e agora temos um macaco de laboratório que é superior ao nosso projeto original."
O Thingiverse - o "Universo das Coisas" (Things + Universe) - é um filho do movimento do software livre e de código aberto. Além de projetos para todos os tipos de objetos, ele pretende juntar milhares de mentes especializadas para resolver problemas. É a última palavra no trabalho em equipe, disse Pearce.
Faça parte da quarta revolução industrial: A Era das Máquinas Livres
O macaco de laboratório foi otimizado com a ajuda da comunidade de hardware aberto. [Imagem: Thingiverse]
Economia da doação
"Os movimentos do software livre e do hardware livre estão criando uma economia das doações. Nós pagamos para a comunidade submetendo nossos projetos, e recebemos pagamentos de volta na forma de um excelente feedback e acesso livre ao trabalho de outras pessoas. Quanto mais você dá, mais você recebe, e todos ganham nesse processo," disse ele.
A comunidade Thingiverse já tem uma linha completa de projetos com código-fonte aberto para mais de 30 mil "coisas".
E é tudo barato, o que traz em si a emergência dessa revolução.
Pearce relata que agora está ajudando seus estudantes a organizarem uma empresa cujos objetivos serão fazer projetos de código e hardware abertos para a indústria e construir instrumentos de laboratório sob medida para professores universitários, fornecendo tudo pronto por uma fração do custo dos equipamentos comerciais.
"Isso dará aos alunos as competências de que necessitam e lhes permitirá beneficiar toda a sua área de pesquisas," disse ele.
Faça parte da quarta revolução industrial: A Era das Máquinas Livres
Este equipamento permite construir trocadores de calor fundindo camadas de sacolas plásticas. [Imagem: Thingiverse]
Revolução da fabricação própria
Se a iniciativa se disseminar, milhares ou milhões de dólares que são gastos pelos laboratórios de pesquisa em todo o mundo para comprar equipamentos, agora poderão ser usados para dar apoio aos alunos.
Mesmo escolas de ensino médio poderão ter recursos para bons laboratórios de ciências. Mais pesquisas poderão ser financiadas com menos recursos, levando a mais descobertas.
"Usando hardware livre economizamos milhares de dólares para o nosso grupo de pesquisa, e estamos apenas esquentando os motores. Isso vai mudar a maneira como as coisas são feitas," disse Pearce. "Não há como parar essa revolução."
O endereço do Universo das Coisas é www.thingiverse.com, e uma boa forma de colaborar com essa nova onda seria que um grupo brasileiro se encarregasse de começar uma versão ".com.br" dessa "revolução das coisas".

domingo, 24 de janeiro de 2016

Dicas de Fotografia - 300 páginas de aprendizado num livro gratuito


A autora Claudia Regina (do site Dicas de Fotografia) disponibilizou na internet um verdadeiro tesouro para os amantes da Fotografia: o livro ilustrado (de mesmo nome de seu site) Dicas de Fotografia. Ao longo das mais de 300 páginas do livro, os leitores são levados a conhecerem e aprofundarem-se no fascinante mundo da chamada oitava arte, com informações e técnicas explicadas passo-a-passo, de maneira muito bem ilustrada pela artista Sil Takazaki. 

Para ler o livro online ou baixar pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Produção de vídeos, programação de games e outros cursos online gratuitos


O Instituto TIM, através de sua plataforma TimTec, oferece diversos cursos online gratuitos. Entre eles, Introdução à Criação de Sites, Programação de Games, Programação Android, Produção de Vídeos Educacionais para Web, Edição e Tratamento de Imagens e muitos outros, notadamente na área de programação.
Os cursos são gratuitos e abertos a qualquer pessoa.

Acesse a plataforma e conheça os cursos: http://timtec.com.br/pt/cursos/

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Aplicativo permite acesso de usuários a teses, livros e obras de referência científica

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desenvolveu um aplicativo para telefonia móvel, o Periódicos. O objetivo é permitir um acesso mais fácil e rápido a teses, livros e obras de pesquisadores de referência científica das mais de 400 instituições participantes do portal. O programa está disponível para os sistemas operacionais IOS e Android.




FONTE: TV NBR
Via Jornal Agrosoft

sábado, 4 de outubro de 2014

Poemas Segunda Guerra Mundial livro baixe gratis


Sofro da estranha mania de organizar antologias.  Já são mais de dez. Some-se a essefuror antologista meu fascínio pela Segunda Guerra Mundial, fixação de infância, sendo mesmo anterior ao meu interesse pela literatura, e que ao longo dos anos nunca arrefeceu.
     Eis esboçado então o cenário para que eu volte à carga em minha maltrapilha sina de tapa-buracos das mal a(r)madas estantes de poesia: a esta altura do ano da graça de 2014, decorridos 69 anos do fim do maior conflito bélico e da maior exibição de atrocidades que a humanidade já vivenciou, não lhe parece, amigo leitor, de espantar que não exista uma antologia de poetas ou poemas da Segunda Guerra em nossa bibliografia lusófona, neste caso mais culposa e especificamente na brasileira (pois afinal Portugal manteve-se ‘neutro’ no conflito)? Tal lacuna sempre me pareceu digna de nota. Nos EUA tais antologias de guerra são comuns – você poderá contar com umas duas dezenas delas, de variados alcances e focalizações editoriais.
     Busquei coligir para esta seleta apenas poemas de autores contemporâneos ao conflito, e de países diretamente envolvidos na guerra. Sejam war poets “clássicos” (soldados-poetas que participaram em algum momento da guerra, engajados em exércitos regulares), sejam vítimas (população de países subjugados, judeus e minorias étnicas, críticos e inimigos ideológicos do regime), sejam partisans e combatentes das resistências que pululavam nas mais diversas frentes do conflito. E também o que se poderia chamar de poetas expectadores, que, embora nativos de países envolvidos na guerra, apenas a acompanharam pelos canais noticiosos, caso de alguns poetas dos EUA e de outros países americanos, como o chileno Pablo Neruda e brasileiros como Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e outros.
Esta é uma antologia breve – são apenas 134 páginas, mas que oferecem um significativo panorama de grande valor literário e histórico da riquíssima poesia produzida no período da SGM, ao abarcar em suas páginas grandes poetas de 17 diferentes nacionalidades.

Autores antologiados:
Bertolt Brecht (ALE) - Abgar Renault (BRA) - Carlos Drummond de Andrade (BRA) - Cecília Meireles (BRA) - Murilo Mendes (BRA) Vinícius de Moraes (BRA) - Pablo Neruda (CHI) -Ivan Goran Kovacic (CRO) - Vladimir Nazor (CRO) - Archibald MacLeish (EUA) Dudley Randall (EUA) John Ciardi (EUA) - Karl Shapiro (EUA) - Randall Jarell (EUA) - Stanley Kunitz (EUA) - T. S. Eliot (EUA/ING) - Louis Aragon (FRA) - Paul Eluárd (FRA) - Pierre Emmanuel (FRA) - René Char (FRA) - Giorgos Seferis (GRE) - Odisséas Elýtis (GRE) - Tasos Leivaditis (GRE) - Gerrit Kouwenaar (HOL) - Jan Campert (HOL) - Gyula Illyés (HUN) - István Vas (HUN)- János Pilinszky (HUN) - Miklós Radnóti (HUN) - Dylan Thomas (ING) - Edith Sitwell (ING) -Keith Douglas (ING) - W.H. Auden (ING/EUA) - Giuseppe Ungareti (ITA) - Primo Levi (ITA) - Salvatore Quasímodo (ITA) - Sadako Kurihara (JAP) - Tamiki Hara (JAP) - Hirsh Glick (LIT) - Czeslaw Milosz (POL) - Zbigniew Herbert (POL) Paul Celan (ROM) – Jaroslav Seifert (TCH) -Margarita Aliguer (URSS) - Marina Tzvietáieva (URSS) - Mikhaíl Dúdine (URSS) - Olga Fiódorovna Bierggólts (URSS) - Pável Antokólski (URSS) - Siemión Gudzenko (URSS)

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Caso não consiga realizar o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail:sammisreachers@ig.com.br

Buscando manter-me fiel ao meu princípio de produzir e disponibilizar bons livros, sempre gratuitamente, galgo mais um degrau em minha quixotesca empresa, mas ciente das dificuldades de divulgação que um trabalho de outsider assim encontra, principalmente através dos canais estabelecidos. Por isso, conto com cada um de vocês, leitores desta obra, para divulgá-la, republicá-la e passá-la adiante. A cultura é uma ação: precisa de agentes. Colabore!

domingo, 17 de agosto de 2014

Assista de graça o documentário sobre o ativista Aaron Swartz

Lembra que no início de maio nós divulgamos em primeira mão o trailer legendado de “The internet's own boy”, o documentário sobre a vida do ativista Aaron Swartz? Pois é, agora o filme já saiu e está disponível para download!
E não podia ser diferente né? Swartz foi um dos ícones na luta pelo conhecimento livre e foi preso e processado por baixar artigos acadêmicos. Aos 26 anos o norte-americano se suicidou, após ser condenado a 35 anos de prisão e a uma multa de US$ 1 bilhão. Até hoje ele é lembrado por aqueles que lutam para difundir cultura e informação de forma livre e universal.
O filme de Brian Knappenberger retrata a vida e a luta de Swartz, que  foi um dos criadores do feed de notícias RSS (aos 13 anos), fundou o Reddit e participou do processo de criação do Creative Commons.
“The internet's own boy” foi viabilizado por meio de financiamento coletivo e lançado no último dia 27. Para assistir o filme completo acesse aqui o Internet Archive

domingo, 6 de abril de 2014

7 maneiras de aderir ao open source

Saiba o que é open source e conheça a sua importância
Crédito: Shutterstock.com
Existem alguns navegadores que apoiam a ideia do código aberto e utilizam o conceito nos seus produtos e serviços

open source, em português código livre, são os softwares de livre distribuição e que permitem total edição do código. Apesar de eles serem comuns na internet, muitos usuários não sabem como aderir aos softwares livres no seu dia-a-dia. A seguir, veja como:


Veja como é
possível levar o open source para as escolas

1 – Creative Commons
Quando você precisar realizar algum trabalho ou projeto que necessite de áudios, vídeos e fotos utilize oCreative Commons. Ele é uma iniciativa que visa expandir o acesso dos usuários comuns a diversas obras criativas. O Creative Commons foge do conceito de "direitos reservados" e se apoia nos ideais deconhecimento livre.

2 – Navegadores
Existem alguns navegadores que apoiam a ideia do código aberto e utilizam o conceito nos seus produtos e serviços. O Mozilla Firefox, por exemplo, permite que qualquer usuário crie extensões para melhorar a experiência de navegação na internet.

3 – Trocando e-mails
Thunderbird, também da empresa Mozilla, é um aplicativo para enviar e receber e-mails que participa da categoria open source.

4 – Participe de comunidades
Existem diversos fóruns e comunidades na internet para os usuários que aderem ao open source. Por meio do Open Source Way o usuário pode até descobrir como criar a sua própria comunidade de código livre.

5 – Faça você mesmo
O conceito de open source está estritamente ligado ao Do It Yourself (DIY) , ou seja, o faça você mesmo. Por isso, é importante participar ativamente da comunidade. É possível testar novos softwares criados por programadores independentes, descobrir erros, dar feedbacks e oferecer novas ideias. E talvez, se você entende de programação, por que não criar o seu próprio programa?

6 – Pesquise
O open source é um dos ramos cibernéticos com mais conteúdo disponível para estudar. Dessa forma, o usuário pode procurar por documentos, textos e artigos que possam ajudá-lo a entender mais sobre o conceito de código livre e ficar sempre atento às últimas tendências.

7 – Compartilhar
Compartilhar o conhecimento e propagar softwares livres é a essência do open source. Sem pessoas dividindo entre si o que sabem a comunidade do código livre não teria como existir. Por isso, caso realmente goste do conceito e do objetivo do open source, é importante que o usuário espalhe a ideia e distribua seu conhecimento.